Sentou-se em frente ao monitor e com teclado no colo, estava decidida a fazer um balanço do ano. Começou a escrever e parou. Apagou tudo. Pensou e se perguntou: "pra quê isso?"
Não há necessidade de se fazer balanço de nada. O que se deve fazer é levar o que se teve de bom para o próximo ano. E o que não foi bom, deixar para trás.
Sim, houveram momentos mágicos, em que ela se sentiu a pessoa mais feliz do mundo. Houveram momentos em que ela só queria morrer. E com todos foi assim. Não existe nem felicidade e nem tristeza imutável. O que existe, são lembranças, são coisas que devemos guardar conosco e coisas que devemos descartar.
E em todos os anos haverão coisas boas para se guardar e coisas que é melhor esquecer. E em todos os anos, quando chegar perto do finalzinho de dezembro, todos querem fazer balanço do ano que se foi e promessas para o próximo ano.
Talvez só ela seja diferente. Gosta de deixar levar certas coisas, e evita fazer promessas...
Mas leva o que é bom...
E deixa o que é irrelevante...
*Feliz Ano Novo a Todos! Levem o que foi bom para 2011. O que foi ruim... Bem, o que foi ruim, deixe em 2010...*
{ Nothing is true. Everything is permitted. } - AC
{ My name is Mihh. I ‘m an Libra. I enjoy sunsets, long walks
on the beach and frisky men. And I did not kill anyone. } - SN
sexta-feira, dezembro 31, 2010
quarta-feira, dezembro 29, 2010
Pensou. E tentou calcular...
Como num ritual, ela abria os cadeados dos portões de sua casa, que eram colocados todos os dias, sempre no fim da noite anterior. Logo começaria a movimentação matutina, a de todos os dias, novamente.
Já era automático: ela abria os cadeados, pegava os jornais jogados no chão da garagem, e voltava para dentro de casa, sem nem prestar atenção em mais nada.
Mas ao olhar para cima, por entre as enormes grades daquele portão barulhento, que sempre rangia ao abrir e fechar, ela percebeu alguma coisa diferente, e foi para a rua, tentando entender o que havia de errado.
Não havia nada de errado.
Sentou-se na calçada e olhou para cima, e se deu conta que, naquela manhã, o céu tinha um tom azulado diferente. Algumas estrelas ainda brilhavam, e às seis da manhã, a lua, bela em sua unicidade, ainda estava lá.
Pensou. E tentou calcular quantas pessoas conseguiam parar e olhar para o céu, com os olhos de uma criança e sonhar, ainda mais às seis horas, de uma manhã de verão estranhamente fresca.
Lembrou-se das tardes quentes de verão, das férias da escola, em que se sentava à sombra das pequenas árvores que ficavam em seu jardim, e mesmo que o Sol estivesse escaldante, ainda assim o fazia, só para aproveitar o momento, e sentir aquela sensação gostosa, que não sabia descrever.
Pensou. E tentou calcular quantas pessoas faziam o mesmo, e se sentavam à sombra de uma árvore qualquer, só pra sentir aquela coisa gostosa, sem explicação.
Perdida em seus pensamentos, ainda olhando para o céu, se permitiu lembrar de uma coisa, talvez que nada tivesse a ver com o que olhava, talvez que nada tivesse a ver com nada, mas ela só se lembrou. Uma vez, alguém havia lhe dito que ela tinha uma estrela, desenhada em seus olhos, fazendo seu olhar único, o mais especial.
Pensou. E tentou calcular quantas pessoas se lembravam da real cor dos olhos de quem as faziam sorrir.
Pensou ainda, em quantas pessoas olhavam para o céu e lembravam das pessoas que as faziam feliz.
Levantou-se e entrou em sua casa, balançando a cabeça, negativamente, e pensando no quanto é incrível como as pequenas coisas se perdiam no tempo...
Já era automático: ela abria os cadeados, pegava os jornais jogados no chão da garagem, e voltava para dentro de casa, sem nem prestar atenção em mais nada.
Mas ao olhar para cima, por entre as enormes grades daquele portão barulhento, que sempre rangia ao abrir e fechar, ela percebeu alguma coisa diferente, e foi para a rua, tentando entender o que havia de errado.
Não havia nada de errado.
Sentou-se na calçada e olhou para cima, e se deu conta que, naquela manhã, o céu tinha um tom azulado diferente. Algumas estrelas ainda brilhavam, e às seis da manhã, a lua, bela em sua unicidade, ainda estava lá.
Pensou. E tentou calcular quantas pessoas conseguiam parar e olhar para o céu, com os olhos de uma criança e sonhar, ainda mais às seis horas, de uma manhã de verão estranhamente fresca.
Lembrou-se das tardes quentes de verão, das férias da escola, em que se sentava à sombra das pequenas árvores que ficavam em seu jardim, e mesmo que o Sol estivesse escaldante, ainda assim o fazia, só para aproveitar o momento, e sentir aquela sensação gostosa, que não sabia descrever.
Pensou. E tentou calcular quantas pessoas faziam o mesmo, e se sentavam à sombra de uma árvore qualquer, só pra sentir aquela coisa gostosa, sem explicação.
Perdida em seus pensamentos, ainda olhando para o céu, se permitiu lembrar de uma coisa, talvez que nada tivesse a ver com o que olhava, talvez que nada tivesse a ver com nada, mas ela só se lembrou. Uma vez, alguém havia lhe dito que ela tinha uma estrela, desenhada em seus olhos, fazendo seu olhar único, o mais especial.
Pensou. E tentou calcular quantas pessoas se lembravam da real cor dos olhos de quem as faziam sorrir.
Pensou ainda, em quantas pessoas olhavam para o céu e lembravam das pessoas que as faziam feliz.
Levantou-se e entrou em sua casa, balançando a cabeça, negativamente, e pensando no quanto é incrível como as pequenas coisas se perdiam no tempo...
segunda-feira, dezembro 27, 2010
Sonho...
Ela vivia se perguntando se alguém no mundo já não teve um sonho de tirar o sono, mesmo depois de tantas noites em claro.
Queria saber o por que de tantas noites mal dormidas, e queria saber por que tantas invasões esquisitas em seus sonhos...
Gostaria de entender por que ele invadia seus tão raros sonhos, fazendo com que se tornasse inimiga do seu próprio travesseiro.
Um pesadelo, quando acordada.
Um sonho, enquanto dormia...
Ela o odiava tanto...
Tentava de todas as formas esquecer do mundo, se concentrar.
Ahh, como sonhava, como desejava, como queria, como seria...
E dormiu, pensando nisso, travesseiro fofo, sonhando, e...
Ele de novo.
Mas por quê? Ela não sabia.
Será sua abnegação se tornando seu desejo?
Será seu pesadelo se tornando seu sonho?
Ela, apavorada, negava a si mesma.
Não queria. Não, nunca. Não poderia ser...
Mas no fundo, ela sabia que já não tinha certeza de mais nada...
Queria saber o por que de tantas noites mal dormidas, e queria saber por que tantas invasões esquisitas em seus sonhos...
Gostaria de entender por que ele invadia seus tão raros sonhos, fazendo com que se tornasse inimiga do seu próprio travesseiro.
Um pesadelo, quando acordada.
Um sonho, enquanto dormia...
Ela o odiava tanto...
Tentava de todas as formas esquecer do mundo, se concentrar.
Ahh, como sonhava, como desejava, como queria, como seria...
E dormiu, pensando nisso, travesseiro fofo, sonhando, e...
Ele de novo.
Mas por quê? Ela não sabia.
Será sua abnegação se tornando seu desejo?
Será seu pesadelo se tornando seu sonho?
Ela, apavorada, negava a si mesma.
Não queria. Não, nunca. Não poderia ser...
Mas no fundo, ela sabia que já não tinha certeza de mais nada...
sexta-feira, dezembro 24, 2010
Devaneios, sorrisos discretos...
Pernas cruzadas, sentada no sofá.
Ao lado, um copo com água, quase vazio.
No chão, um retrato, e o vidro, todo quebrado.
A televisão andava silenciosa, muda.
Havia se cortado, mas nem se importava.
Seu notebook, aberto, quase sem bateria.
E lágrimas ainda rolavam...
No colo, seus pequenos devaneios, jogados.
Nos olhos, perdidos, o cansaço.
Nos lábios, um sorriso discreto.
E em pensamento, aquilo que a fazia sorrir...
quinta-feira, dezembro 23, 2010
Desastrada mais jeitosinha do mundo...
Mais uma vez ela sentava e pensava no que escreveria. E como sempre, como de costume, não sabia. Tinha aquilo, nela. Nunca sabia o que faria.
Era a menina mais indecisa do mundo.
E mais sonhadora também.
Gostava da fantasia, de acreditar em coisas que só ela acreditava que existia.
Era desastrada, mas a desastrada mais jeitosinha do mundo.
Ela adorava a sensação de sentar no telhado, sozinha, e observar, ao longe, o Sol indo embora, por trás das montanhas, com as nuvens dançando no céu. Tinha um quê nela que fazia com que viajasse em seus próprios pensamentos, e sonhasse mais um pouquinho com tudo aquilo...
Era a menina mais indecisa do mundo.
E mais sonhadora também.
Gostava da fantasia, de acreditar em coisas que só ela acreditava que existia.
Era desastrada, mas a desastrada mais jeitosinha do mundo.
Ela adorava a sensação de sentar no telhado, sozinha, e observar, ao longe, o Sol indo embora, por trás das montanhas, com as nuvens dançando no céu. Tinha um quê nela que fazia com que viajasse em seus próprios pensamentos, e sonhasse mais um pouquinho com tudo aquilo...
terça-feira, dezembro 21, 2010
Deitada, abraçada, ela só queria...
Talvez aquele fosse mais um dia em que ela nem deveria ter saído da cama. E isso, ela pensava desde o dia anterior.
Os últimos dois dias foram chatos, abafados e fizeram com que a sua impaciência aflorasse, mais uma vez.
Andava carente. Queria carinho. Carinho dele. Queria beijo. Beijo dele. Ficar com ele, estar com ele.
Queria só ficar deitada, envolvida pelos seus braços e ficar conversando, sobre besteira, sobre coisa séria, sobre qualquer coisa. Sobre tudo, sobre nada. Só queria se sentir protegida, como a muito não se sentia.
Queria, deitados, olhar pro teto, e medir o tamanho de suas mãos e esticar sua perna para o alto e tentar alcançar o pé dele, e sorrir.
Abraçar. Ouvir uma música e cantar baixinho no ouvido dele, com ele.
Queria um pouquinho daquilo que havia se perdido, e ela tanto sentia falta.
Tentava deixar passar, tentava esquecer, tentava não querer e tentava, sempre, não ficar chateada, quando não conseguia tudo isso.
Gostava dessas coisas bobinhas, pois era isso que a fazia sorrir antes de dormir. Lembrar, e sorrir, do nada, só por lembrar.
Queria não se sentir assim, ser fechada, ser durona, ser fria. Não sentir falta de tudo isso, e se sentir bem por não o ter.
Queria não ser ela mesma...
domingo, dezembro 19, 2010
Saudade...
Por um momento ela sentiu falta, sentiu saudades.
Não sabia se era por causa do tempo, mas ela lembrou de coisas que aconteceram que a fizeram sorrir, sozinha, e sentir saudade, de um momento único que ela viveu, que gostaria que se repetisse mais vezes, apesar da distancia.
Por que pessoas legais moram longe?
Ela queria rever tais pessoas, queria, novamente dar um oi, sorrir, dar risada e brincar. Ela acreditava, inocentemente, que não havia maldade naquilo, e que talvez, fosse recíproco, ao mesmo tempo que sentia que em um dos lados, havia algum desejo de não haver mais encontros.
Se sentiu bem naquele dia. Riu bastante e se animou como a muito não se animava, como a muito não sorria, como a muito não se divertia.
E queria aquilo de novo. Queria muito...
Não sabia se era por causa do tempo, mas ela lembrou de coisas que aconteceram que a fizeram sorrir, sozinha, e sentir saudade, de um momento único que ela viveu, que gostaria que se repetisse mais vezes, apesar da distancia.
Por que pessoas legais moram longe?
Ela queria rever tais pessoas, queria, novamente dar um oi, sorrir, dar risada e brincar. Ela acreditava, inocentemente, que não havia maldade naquilo, e que talvez, fosse recíproco, ao mesmo tempo que sentia que em um dos lados, havia algum desejo de não haver mais encontros.
Se sentiu bem naquele dia. Riu bastante e se animou como a muito não se animava, como a muito não sorria, como a muito não se divertia.
E queria aquilo de novo. Queria muito...
Bored...
"Mais um dia odiável", foi o que ela pensou.
Nada para fazer, sentada na cama com o notebook no colo, sem ninguém para conversar também. Tédio total.
Queria sair, mas não havia ninguém interessante, sentia-se até meio deprimida, por causa do tempo, por causa da hora, por estar onde estava, ate mesmo por causa do vento. Que não soprava, apesar dos trovões.
Ela já não gostava muito de domingos, o fato de estar sozinha em casa, sem nada para fazer, e ouvindo a voz irritante dos apresentadores de programas dominicais a fazia ficar mais deprimida e mais fula da vida ainda.
"O que fazer? Que tédio..."
Nada para fazer, sentada na cama com o notebook no colo, sem ninguém para conversar também. Tédio total.
Queria sair, mas não havia ninguém interessante, sentia-se até meio deprimida, por causa do tempo, por causa da hora, por estar onde estava, ate mesmo por causa do vento. Que não soprava, apesar dos trovões.
Ela já não gostava muito de domingos, o fato de estar sozinha em casa, sem nada para fazer, e ouvindo a voz irritante dos apresentadores de programas dominicais a fazia ficar mais deprimida e mais fula da vida ainda.
"O que fazer? Que tédio..."
quinta-feira, dezembro 16, 2010
Pessoa perdida...
Ela buscava inspiração em tudo a sua volta.
Nada realmente a fazia sentir como se estivesse apta a escrever.
Ela olhava, lia, lembrava, tentava...
As vezes se levantava da cadeira, ficava de pé, olhando para o teclado, e sentava novamente.
Uma caneca com chá de morango em suas mãos, ás 3h da manhã, seus pés sobre a estante e olhos vidrados em uma janela, em branco, esperando ser preenchida com palavras e sentimentos bons.
Nada.
O que lhe vinha à cabeça eram as coisas que a deixavam frustrada, preocupada, louca, melancólica.
Desistiu. Levantou-se novamente, pegou um esmalte qualquer e pôs-se a pintar suas unhas.
Estava se sentindo um lixo.
Não se sentia bem, não se sentia bonita, se sentia um lixo.
Não importando o que os outros dissessem, pois era como se aquilo não penetrasse, não fosse convincente o bastante.
Ela se sentia um lixo, e se sentia horrível.
Andava tão quieta, tão esquisita, tão fria, tão diferente, tão distante, tão longe de ser ela mesma, nem ela mesma entendia.
Nada realmente a fazia sentir como se estivesse apta a escrever.
Ela olhava, lia, lembrava, tentava...
As vezes se levantava da cadeira, ficava de pé, olhando para o teclado, e sentava novamente.
Uma caneca com chá de morango em suas mãos, ás 3h da manhã, seus pés sobre a estante e olhos vidrados em uma janela, em branco, esperando ser preenchida com palavras e sentimentos bons.
Nada.
O que lhe vinha à cabeça eram as coisas que a deixavam frustrada, preocupada, louca, melancólica.
Desistiu. Levantou-se novamente, pegou um esmalte qualquer e pôs-se a pintar suas unhas.
Estava se sentindo um lixo.
Não se sentia bem, não se sentia bonita, se sentia um lixo.
Não importando o que os outros dissessem, pois era como se aquilo não penetrasse, não fosse convincente o bastante.
Ela se sentia um lixo, e se sentia horrível.
Andava tão quieta, tão esquisita, tão fria, tão diferente, tão distante, tão longe de ser ela mesma, nem ela mesma entendia.
Queria algo diferente, algo que a fizesse sentir-se aquecer por dentro, algo que a fizesse novamente sonhar, querer, sentir, ser...
Queria deixar de sempre dizer as mesmas coisas, escrever as mesmas coisas, mas era meio inevitável, frente a tanta coisa que a transfomara.
Queria ser menina, queria ser mulher, não sabia o que queria.
Era típica menina indecisa, era típica mulher decidida.
Era típica pessoa perdida...
terça-feira, dezembro 14, 2010
E nem ela mesma...
Ela, caminhando numa tarde nublada, tentava entender por que se sentia tão chateada.
Em meio as folhas, cães vira-latas procurando algum lugar para ficar, em meio as crianças jogando bola, e em meio a mães que, na tentativa de fazer seus filhos pararem de correr, gritavam para convencê-los a irem embora por causa do tempo, ela caminhava sem rumo, observava as coisas a sua volta, mas não conseguia se concentrar em nada.
Era sempre a mesma coisa.
Ela nunca sabia o que era, ou o que a incomodava.
Sabia o quão isso era inquietante, e o quanto a fazia pensar em todas as coisas que poderiam ser o motivo de tal sensação.
Tentava deixar as palavras fluirem, tentava falar o que a deixava assim.
Nada nunca adiantava.
Caneta na mão. Papel no colo. Olhos no céu cinzento.
Até mesmo o fato de escrever desanimada a incomodava, pois ela sentia como se nada que rabiscasse, estivesse bom.
Desistiu de escrever, pegou seu livro preferido e tentou ler, folheou, olhou, folheou, olhou.
É como se não conseguisse entender uma só palavra ali escrita, é como se não conseguisse compreender o que estava lá, naquelas linhas.
Andava tão desanimada que mais uma vez, não via graça em mais nada.
Mais uma vez se sentia sozinha em meio a tanta gente que dizia gostar dela.
Mas...
O que a fazia se sentir assim, ser assim?
Ela não era o que ela acreditava, não era o que ela mesma sempre foi, e gostaria de ser.
Não era nada. E nem ela mesma.
Em meio as folhas, cães vira-latas procurando algum lugar para ficar, em meio as crianças jogando bola, e em meio a mães que, na tentativa de fazer seus filhos pararem de correr, gritavam para convencê-los a irem embora por causa do tempo, ela caminhava sem rumo, observava as coisas a sua volta, mas não conseguia se concentrar em nada.
Era sempre a mesma coisa.
Ela nunca sabia o que era, ou o que a incomodava.
Sabia o quão isso era inquietante, e o quanto a fazia pensar em todas as coisas que poderiam ser o motivo de tal sensação.
Tentava deixar as palavras fluirem, tentava falar o que a deixava assim.
Nada nunca adiantava.
Caneta na mão. Papel no colo. Olhos no céu cinzento.
Até mesmo o fato de escrever desanimada a incomodava, pois ela sentia como se nada que rabiscasse, estivesse bom.
Desistiu de escrever, pegou seu livro preferido e tentou ler, folheou, olhou, folheou, olhou.
É como se não conseguisse entender uma só palavra ali escrita, é como se não conseguisse compreender o que estava lá, naquelas linhas.
Andava tão desanimada que mais uma vez, não via graça em mais nada.
Mais uma vez se sentia sozinha em meio a tanta gente que dizia gostar dela.
Mas...
O que a fazia se sentir assim, ser assim?
Ela não era o que ela acreditava, não era o que ela mesma sempre foi, e gostaria de ser.
Não era nada. E nem ela mesma.
segunda-feira, dezembro 13, 2010
Vaga-lumes, árvores e chuva...
Ela sentou e ficou observando as nuvens, e os vaga-lumes, até começar a chover e não enxergar mais nenhuma luzinha piscando, naquela escuridão, em meio a tantas árvores, que hoje, estão enormes, depois de tanto tempo sem vê-las.
Se sentia estranha com aquela brisa no rosto, e aquelas gotas geladas que tocavam seus ombros.
E se levantou.
Mas sem tirar os olhos do céu, que a pouco, parecia limpo, indicando mais uma segunda-feira quente, após aquele domingo de sol escaldante.
Então, ela arrumou os cabelos, deixou-os soltos e fechou os olhos.
Não sabia se pensava, muito menos no que pensar.
Não sabia o que estaria por vir.
Ela tinha aquela coisa de pressentimentos e uma boa intuição.
Abriu os olhos e sentiu que algo haveria de mudar.
Para melhor?
Para pior?
Ou estaria ela, errada?
Não sabia.
Só sentia os pingos de chuva, e com aquela cara de menina inocente e sonhadora, olhava ainda para o céu, e para o topo das árvores. Pois era lá, que ela desejava chegar...
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