quinta-feira, dezembro 16, 2010

Pessoa perdida...

Ela buscava inspiração em tudo a sua volta.
Nada realmente a fazia sentir como se estivesse apta a escrever.
Ela olhava, lia, lembrava, tentava...
As vezes se levantava da cadeira, ficava de pé, olhando para o teclado, e sentava novamente.
Uma caneca com chá de morango em suas mãos, ás 3h da manhã, seus pés sobre a estante e olhos vidrados em uma janela, em branco, esperando ser preenchida com palavras e sentimentos bons.
Nada.
O que lhe vinha à cabeça eram as coisas que a deixavam frustrada, preocupada, louca, melancólica.
Desistiu. Levantou-se novamente, pegou um esmalte qualquer e pôs-se a pintar suas unhas.
Estava se sentindo um lixo.
Não se sentia bem, não se sentia bonita, se sentia um lixo.
Não importando o que os outros dissessem, pois era como se aquilo não penetrasse, não fosse convincente o bastante.
Ela se sentia um lixo, e se sentia horrível.


Andava tão quieta, tão esquisita, tão fria, tão diferente, tão distante, tão longe de ser ela mesma, nem ela mesma entendia.

Queria algo diferente, algo que a fizesse sentir-se aquecer por dentro, algo que a fizesse novamente sonhar, querer, sentir, ser...
Queria deixar de sempre dizer as mesmas coisas, escrever as mesmas coisas, mas era meio inevitável, frente a tanta coisa que a transfomara.
Queria ser menina, queria ser mulher, não sabia o que queria.
Era típica menina indecisa, era típica mulher decidida.
Era típica pessoa perdida...

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