terça-feira, agosto 31, 2010

Quem sabe...

Ela sabia que ele estava ali. E que sempre estaria. Escondido, pois não queria que ela o visse.
Não sabia se ele cuidava dela, ou se ele se preocupava com ela. Se ele pensava nela...
O fato é que ela sempre se via pensando nele, e se perguntando se ele estava bem.
Sabia que ele sentia sua falta, assim como ela sentia falta dele também.
Sentia falta do ombro que só ele podia dar, e da forma com que só ele a entendia.
Talvez fosse melhor ele pensar que tudo estava bem e que tudo havia sido superado, passado.
Mas talvez, até ele mesmo sabia que nem tudo está tão bem como poderia estar...

segunda-feira, agosto 30, 2010

Força de vontade...

Mudar.

Ela sentia uma vontade absurda.

Talvez só não tivesse força suficiente...

quarta-feira, agosto 25, 2010

Refúgio...

Ela não sabia o quão conseguia fazer bem, e a quem exatamente ela fazia bem.

Ela sentia vontade de sequestar as pessoas com as quais ela mais se importava, em seus piores momentos, em suas piores fases, e cuidar delas, acolhê-las, protegê-las, dar colo. Queria ser a pessoa capaz de trazer paz, e dar a sensação de aconchego. Queria ser o refúgio. Queria fazer com que se sentissem bem...

E ela simplesmente queria...

(Quase) Anjo...

Anjo. Cuida. Protege. Acolhe. Escuta. Aconselha. Acalma. Embala em sono quando se perde a esperança ou a fúria toma conta. E tenta sempre levar tudo para o melhor lado possível, tenta entender a tudo e a todos, e às mais diversas situações e às mais diversas versões, e às mais diversas pessoas, pensamentos, credos, atitudes... Tudo. Ela podia sim, dizer, sem receio algum, que talvez fosse um quase anjo.

Haviam momentos em que ela realmente se sentia um quase anjo. E haviam momentos em que a injustiça e talvez até mesmo a falta de reconhecimento por todo seu esforço, a esgotavam. Ela tentava, corria, queria e fazia acontecer. Mas ninguém reconhecia nada disso. A falta de reconhecimento, de alguma forma não a incomodava tanto, mas o fato de certas pessoas dizerem a ela, que ela nada fazia para que as coisas melhorassem, ou dissessem que ela nada fazia por nada, nem a ninguém, a deixava furiosa.

Ela se sente a menina idiota, que sempre fez de tudo pelos outros e alem de não reconhecerem, ela se sente obrigada a ouvir desaforo. Pois não. Ela já não aguenta mais. E por isso mesmo ela tem se isolado, fugido e, seguindo conselhos, tem vontade até de ser grossa, e dizer tudo aquilo de mais rude, sujo e cruel que lhe vem a ponta da língua... Mas nunca o diz. Não por falta de coragem, pois quando o sangue sobe e ferve, há-se coragem para tudo. Mas ainda assim, certas atitudes, e pensando até nas futuras conseqüências, ela pára para pensar. E acaba engolindo tudo a seco. E machuca.

Aquilo fica entalado, louco para sair, e então, vem de novo o choro. De raiva, de ódio, de vontade de matar, de vontade de morrer. E ela se perguntava todas as noites por que era assim, e não dizia tudo aquilo de mais rude, sujo e cruel que lhe vinha a ponta da língua. Não era de sua essência, talvez ela já tivesse trabalhado tanto a sua paciência, que até o fato de ser paciente demais acabou virando um defeito, uma coisa que muitas vezes a fazia mal e que fazia com que ela sentisse cada vez mais vontade de deixar de ser quase anjo.

Egotismo? Talvez. Mas ela tinha sim peito para dizer que era um quase anjo. E ela descobriu que quase anjos cansam. Apesar da bondade, apesar da paciência, apesar de tudo, quase anjos cansam e sentem medo também. E sentem vontade de deixar de serem quase anjos...

quarta-feira, agosto 18, 2010

Coisas idiotas...

Eram incontáveis as noites em que ela andava na rua, com fone de ouvido, às vezes se distraindo de tal forma que os carros passavam quase que raspando no seu braço. Tinha sorte de não ser uma rua tão movimentada assim. Ela nunca andava na calçada. Odiava calçadas. Pelo menos seu tênis não ficaria com a sola "encantada", se continuasse andando na rua.
Foram incontáveis as noites em que ela ensaiava o que dizer. Ensaiava, e até dizia em voz alta que já não era mais feliz. Imaginava sua reação, imaginava o que aconteceria. Imaginava o que seria.
E ensaiava, imaginava e então chegava o medo, a insegurança.
Medo de tomar uma atitude que talvez fizesse sua vida mudar, ou fizesse com que as coisas piorassem.
As coisas que vinham acontecendo a faziam pensar mais e mais em jogar tudo para o alto, e cada coisinha que ela ia ouvindo, vendo, é como se tornasse uma desculpa, um motivo a mais para acabar com tudo.
Coisas idiotas, que ela não via sentido nenhum, que ela não conseguia ver nexo, um porquê cabível. Coisas que faziam com que ela se sentisse mal, por mais que ela soubesse que não deveria se sentir assim. Exatamente por serem coisas idiotas.

E quanto mais tempo passava, mais ela pensava, e mais ela via o quanto era fraca. E o quanto isso doía. E o quanto isso a machucava.

sexta-feira, agosto 13, 2010

Dúvida...

Todos os dias ela acordava e é como se um questionário se formasse em sua cabeça:

O que fazer?
O que poderia ser feito?
O que mudaria?
O que seria?
O que deixaria de ser?
O que sentiria?
O que pensaria?
Como ficaria?
O que sentiriam?
O que pensariam?
Como ficariam?
Seria melhor?
Pioraria a situação?
Continuaria na mesma?
E eu?
E ele?
E nós?
E os outros?
E minha vida?
E a dele?
E a dos outros?
Para onde correr?
Onde ficar?
Para onde olhar?
Com quem sonhar?
O que cantar?
Por que chorar?
Por que sorrir?
Tentar?
Desistir?
Persistir?
Rir?
Chorar?
Sentar?
Falar?
Olhar?
Pensar?
Sonhar?
Escrever?
Ler?


Viver?
Morrer?

E todos os dias ela ia dormir e nenhuma pergunta havia sido respondida...

terça-feira, agosto 10, 2010

Sem comentários...

E ela está se sentindo meio perdida, meio no ar até agora...
Incrível essa sensação de felicidade e de incredulidade...
Porque ela sentia como se as músicas de uma das suas bandas favoritas a fazia viajar. E viajar de tal forma que ela se sentia nas nuvens... Não só pelo som... Mas pelas letras que sempre tinham algum significado para ela, que eram compatíveis com seu momento.

E faziam com que ela se sentisse compatível com ela mesma.

Mih e Cadu Pelegrini. Sonho *-*




segunda-feira, agosto 09, 2010

Dia dos Pais

Ela pensava no quanto ele fazia falta.
Na verdade o inconsciente dela queria a fazer esquecer que é Dia dos Pais, e o cara que sempre cuidou dela como um pai e a tratou como sua filha, não estava mais com ela.
Como deixar passar?
Que saudade ela sentia dele, dos cuidados dele, do medo que ela sentia quando voltava muito tarde da rua...
Que saudade ela sentia dele, das pizzas de sábado a noite e da forma como ele fazia carinho nela quando ela estava sentada lendo alguma coisa...
Que saudade ela sentia dele, e do jeito único que se cumprimentavam todas as vezes que eles se viam, que nunca era com bom dia, boa tarde e sim com um "oi"...
Ela se sentiu muito triste durante o dia. Tentava se distrair de todas as formas possíveis para que aquele sentimento de saudade, de falta, não tomasse conta dela.

Ela só o queria de volta.
Ela só o queria por perto de novo.
Ela só queria dizer mais uma vez o quanto ela o amava.

E como em todos os anos, ela só queria dar um presente à ele e desejar Feliz Dia dos Pais...

sexta-feira, agosto 06, 2010

Só esquecer...

Nos últimos tempos ela tem aprendido a usar máscaras, e chegou a conclusão de que talvez essa seja a melhor coisa a fazer, e tentar fingir que está tudo bem.
Ela sentia vontade de não se importar mais, de não querer mais, de simplesmente esquecer tudo.
O vidro do box embaçado, a fazia se sentir sufocada, e o vapor a fazia sentir como se não enxergasse saída.
Ela se olhava no espelho e se achava a menina, a mulher mais fraca do mundo.
Dor de cabeça insuportável, ela achava que talvez aquilo fosse um choro reprimido, pois foram incontáveis as vezes em que ela levantou a cabeça e disse à si mesma que não iria chorar. E não chorou.
Mas sozinha, sua cabeça chegou a um milhão, e ela não sabia o que fazer, nem para onde correr, e então, novamente a vontade veio. E desta vez, ela não aguentou.
Sentada no chão, lágrimas e água se misturavam, e de tantos soluços, abafados pelo barulho do chuveiro, ela sentia o gosto da sua frustração. Do seu medo. Da sua falta de coragem.

É como se todas as coisas que ela gostaria de esquecer viessem à tona, de uma só vez, como se todas as lembranças, das mais variadas, se acumulassem dentro daquele box embaçado, fazendo ela sentir como se estivesse afogando em seus próprios pensamentos.

Ela não conseguia guardar rancor, e eram principalmente as coisas boas que ela queria esquecer, pois eram as coisas boas que mais a machucavam.

Ela queria esquecer. Só esquecer...


quinta-feira, agosto 05, 2010

Ódio...

Ela se odiava.

Simplesmente por não odiar. Simplesmente por esse sentimento lhe fugir, simplesmente porque quando ela dizia sentir ódio, ela não o sentia de coração.
E então, ela se odiava.

Um sentimento, como outro qualquer que todos diziam ser ruim.
O amor e o ódio comandam o mundo. Andam juntos, sem que ninguém perceba, ou se dê conta disso.
Mas e quando VOCÊ quer fazer o amor virar ódio?
Ela simplesmente não conseguia.
E então, ela se odiava.

Ela se sentia um lixo por isso, ela se sentia a pessoa mais ingenua, mais idiota do mundo.
Ela queria esquecer tudo, ela queria deixar para trás tudo o que já sentia e já sentiu de bom, ela queria se permitir sentir um sentimento ruim, o qual ela não conseguia, ela queria odiar.
E então, ela se odiava.

quarta-feira, agosto 04, 2010

Cachoeira, sol, neblina e nublado

Ela anda tentando de novo... Ela anda esquecendo... Ela anda guardando... Talvez ela surte!

Acolhida pelos mais diversos conselhos amigos, ela sempre roda... E chega num só lugar. Para os outros, o caminho mais fácil. Para ela, talvez o mais difícil. Diálogo. Conversa. Desabafo.
Ela sentia como se tudo já não tivesse mais jeito, como se tudo tivesse sido sempre assim, e como se para sempre, nada mudaria, sempre seria dessa mesma forma.
Sem esforço recíproco.
Como mudar sua história?

Ela passa seu tempo agora sozinha, em frente ao computador, altas horas da madrugada. Sem nada para fazer. Às vezes, apenas escrevendo.
Ela sente como se estivesse sozinha, ainda que rodeada de gente, mas aquele que mais a faz feliz, é o mesmo que mais a faz sofrer.

Lágrimas derramadas, uma cachoeira.
Sorrisos, um nascer do Sol.
E ele nada vê. Como se houvesse neblina.

Na verdade, não existem mais lágrimas. Uma, ou outra, talvez. A cachoeira secou.
Assim como não existem mais sorrisos. Apenas falsos sorrisos. Como se estivesse nublado.

Ela se sente perdida. Meio que sem saber o que fazer.
Anda fugindo, daquele que ao mesmo tempo é seu prazer e sua dor. Sua felicidade e tristeza.

O que fazer?

segunda-feira, agosto 02, 2010

Infinito...

Hoje ela parece que está doente.
Sem aquele brilho nos olhos.
Aquele brilho que carregava com ela quase que todos os dias.
Hoje ela parece mais apagada do que o normal.
Na verdade, mais perdida do que de costume.
Disseram que a melhor coisa a fazer é sair, e esquecer.
Será essa a melhor opção?
Ou será que ela deveria sentar, pensar, conversar e tentar de novo?

O amor é grande. Enorme. Sem medida. Infinito...
Mas quando já não existe mais cuidados, e as pequenas coisas já não tem mais tanta importância assim, o encanto vai acabando.


Talvez seja isso que esteja acontecendo.
O encanto está escorregando por entre os dedos dela...

domingo, agosto 01, 2010

Tired...

Considere isso como um comentário qualquer e não dê importância...
Ou então, um desabafo...
Ou ainda, palavras que ela não consegue expressar na língua falada, e simplesmente, toma a escrita como um meio de segurar o choro.
Ela não gostaria de comentar coisas assim, ela queria escrever sobre coisas felizes, mas não é possível no momento.
Talvez um outro dia.
Hoje, ela anda triste e só queria alguém para conversar, alguém que desse colo e forças à ela.


Frio, noite límpida, mas com vento gelado. Ela só queria braços que a envolvessem de um jeito que a aquecesse, a fizesse adormecer, e sonhar. Braços que envolvessem seu corpo da forma mais doce do mundo, e a protegessem. Mas é como se isso já não fosse mais palpável, e sim um passado pouco distante...
Ela abraçava o travesseiro e quando a primeira lágrima veio, ela se deu conta de que tem uma pessoa, que poderia fazer tudo isso. Mas não o faz.
Às vezes ela pensava que talvez, no medo de perdê-la, ele reconhecesse o tanto, o quanto ele corre riscos com suas atitudes, e até falta delas.
Por isso, ela pensava secretamente em desgraças aleatórias que pudessem a fazer sofrer de um jeito que ele sentisse também. De um jeito que ele percebesse o quanto ela é frágil, atrás daquela "capa" de força.
Ela também já havia pensado no que ele sentiria caso ela morresse. O que ele faria?
Como ela mesma disse uma vez: "
Me sinto como um zero a esquerda, mas nesse emaranhado de sentimentos aleatórios e indefinidos, me sinto a pessoa mais essencial do mundo..."
Cansada. Era o que ela dizia. Mas ainda que cansada, em campo de batalha, ela tentava de novo.
Sim, ela seria capaz da autoflagelação, só para que ele voltasse a dar atenção à ela. Só para que ele voltasse a cuidar dela. Só, para que tudo voltasse a ser como era antes, sem esse comodismo, sem que ela se sentisse como uma última opção, e se foi um dia, voltar a ser prioridade na vida dele.
Ela sente que ele não pensa em suas vidas. Ela sente que nada é como foi um dia. Ela anda cansada.
Ela diz que ele a faz bem. Mas disseram a ela, que nem tanto quanto fazia antes. Ele já não a coloca em seus braços e a embala num sono profundo. Ele já não a beija por beijar, por simples vontade de sentir seus lábios unidos, por simples vontade de beijar. Na verdade seus beijos são raros. Talvez até para isso ele pode acabar dizendo estar cansado. Ele já não é mais o mesmo. Ela se irrita com toda essa situação e passa a se tornar uma pessoa fechada. E até, muitas vezes, fechando, guardando para si mesma, suas dores. Seus sentimentos. Suas lágrimas. Tudo isso por receio.
Às vezes ela deita e o espera. Só o espera. E espera... E quando dá sua hora, ela simplesmente vai embora, e se sente a pessoa mais sozinha do mundo.
E já disseram a ela, que ela simplesmente não merece aquilo.
Ela o ama, e o tem como uma das coisas mais preciosas, mais gostosas que poderiam ter acontecido em sua vida.
Mas em suas atuais condições, TODOS dizem para que ela tente ser feliz de outra forma. E TODOS apoiam tal ideia. TODOS veem o que só ele não vê. E quem vê, sente DÓ. E pergunta como ela aguenta.
Mas nem ela sabe. E nem ele vê.


E quando ela se for mesmo, ela nem sabe como seriam as coisas. Ela nem sabe o que poderia acontecer. Ela nem sabe o que faria.

Na verdade, hoje, ela nem sabe o que fazer.

3ª pessoa.

A partir de agora, simplesmente não sou mais eu.
E sim, "ela"...
E talvez poucos a conheçam.
Enfim, só posso dizer que "ela" é MUITO parecida comigo.






Somos quase uma só pessoa.
Sem mais.