Todos os dias ela acordava e é como se um questionário se formasse em sua cabeça:
O que fazer?
O que poderia ser feito?
O que mudaria?
O que seria?
O que deixaria de ser?
O que sentiria?
O que pensaria?
Como ficaria?
O que sentiriam?
O que pensariam?
Como ficariam?
Seria melhor?
Pioraria a situação?
Continuaria na mesma?
E eu?
E ele?
E nós?
E os outros?
E minha vida?
E a dele?
E a dos outros?
Para onde correr?
Onde ficar?
Para onde olhar?
Com quem sonhar?
O que cantar?
Por que chorar?
Por que sorrir?
Tentar?
Desistir?
Persistir?
Rir?
Chorar?
Sentar?
Falar?
Olhar?
Pensar?
Sonhar?
Escrever?
Ler?
Viver?
Morrer?
E todos os dias ela ia dormir e nenhuma pergunta havia sido respondida...
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