Considere isso como um comentário qualquer e não dê importância...
Ou então, um desabafo...
Ou ainda, palavras que ela não consegue expressar na língua falada, e simplesmente, toma a escrita como um meio de segurar o choro.
Ela não gostaria de comentar coisas assim, ela queria escrever sobre coisas felizes, mas não é possível no momento.
Talvez um outro dia.
Hoje, ela anda triste e só queria alguém para conversar, alguém que desse colo e forças à ela.
Frio, noite límpida, mas com vento gelado. Ela só queria braços que a envolvessem de um jeito que a aquecesse, a fizesse adormecer, e sonhar. Braços que envolvessem seu corpo da forma mais doce do mundo, e a protegessem. Mas é como se isso já não fosse mais palpável, e sim um passado pouco distante...
Ela abraçava o travesseiro e quando a primeira lágrima veio, ela se deu conta de que tem uma pessoa, que poderia fazer tudo isso. Mas não o faz.
Às vezes ela pensava que talvez, no medo de perdê-la, ele reconhecesse o tanto, o quanto ele corre riscos com suas atitudes, e até falta delas.
Por isso, ela pensava secretamente em desgraças aleatórias que pudessem a fazer sofrer de um jeito que ele sentisse também. De um jeito que ele percebesse o quanto ela é frágil, atrás daquela "capa" de força.
Ela também já havia pensado no que ele sentiria caso ela morresse. O que ele faria?
Como ela mesma disse uma vez: "
Me sinto como um zero a esquerda, mas nesse emaranhado de sentimentos aleatórios e indefinidos, me sinto a pessoa mais essencial do mundo..."
Cansada. Era o que ela dizia. Mas ainda que cansada, em campo de batalha, ela tentava de novo.
Sim, ela seria capaz da autoflagelação, só para que ele voltasse a dar atenção à ela. Só para que ele voltasse a cuidar dela. Só, para que tudo voltasse a ser como era antes, sem esse comodismo, sem que ela se sentisse como uma última opção, e se foi um dia, voltar a ser prioridade na vida dele.
Ela sente que ele não pensa em suas vidas. Ela sente que nada é como foi um dia. Ela anda cansada.
Ela diz que ele a faz bem. Mas disseram a ela, que nem tanto quanto fazia antes. Ele já não a coloca em seus braços e a embala num sono profundo. Ele já não a beija por beijar, por simples vontade de sentir seus lábios unidos, por simples vontade de beijar. Na verdade seus beijos são raros. Talvez até para isso ele pode acabar dizendo estar cansado. Ele já não é mais o mesmo. Ela se irrita com toda essa situação e passa a se tornar uma pessoa fechada. E até, muitas vezes, fechando, guardando para si mesma, suas dores. Seus sentimentos. Suas lágrimas. Tudo isso por receio.
Às vezes ela deita e o espera. Só o espera. E espera... E quando dá sua hora, ela simplesmente vai embora, e se sente a pessoa mais sozinha do mundo.
E já disseram a ela, que ela simplesmente não merece aquilo.
Ela o ama, e o tem como uma das coisas mais preciosas, mais gostosas que poderiam ter acontecido em sua vida.
Mas em suas atuais condições, TODOS dizem para que ela tente ser feliz de outra forma. E TODOS apoiam tal ideia. TODOS veem o que só ele não vê. E quem vê, sente DÓ. E pergunta como ela aguenta.
Mas nem ela sabe. E nem ele vê.
E quando ela se for mesmo, ela nem sabe como seriam as coisas. Ela nem sabe o que poderia acontecer. Ela nem sabe o que faria.
Na verdade, hoje, ela nem sabe o que fazer.
Um comentário:
Mas nessa escuridão, ela não pode perceber tão facilmente que há pessoas que estão do lado dela pro que der e vier. E que no pior momento, ela pode sempre contar com aquelas que estão do seu lado e que não tem medo de te ajudar nos piores desafios que existe não só no mundo como nos sonhos...
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