terça-feira, setembro 28, 2010

Surpreendida!

Surpresa!
É o que ela queria.
Em todos os sentidos, ela só gostaria de ser surpreendida.
Que fosse com flores, que fosse com palavras, que fosse com atitudes.
Que fosse com surpresa, que fizessem seus olhos brilharem, que a fizesse chorar.
Que fosse com qualquer coisa diferente, que a fizesse sair da mesmice.

Ela não queria esperar nada, e ser pega de surpresa, desprevenida e que a fizesse ficar assustada, mas feliz.


Só isso.

segunda-feira, setembro 27, 2010

Discernimento imprescindível...

Ela pensou. Ela escreveu. Como um desabafo, palavras que ela simplesmente não conseguiu organizar na lingua falada, e resolveu jogar no papel...

"Perdoe. De coração mesmo. Mas ainda assim, sempre fique com um pé atrás, se já não há mais confiança. Não acredite somente naquilo que seus olhos vêem. Acredite também, naquilo que seu coração diz.

Você NUNCA vai saber se alguém está sendo realmente sincero, a não ser que você veja as atitudes de tal pessoa. Hoje, o “te amo” é tão normal, que nunca se sabe se alguém o ama de verdade. A não ser pelas suas atitudes.

Pense bem em tudo que você ouve. Vê. E não se deixe abalar por apelos que você desconfie não serem de todo, sinceros. Muito menos por chantagens camufladas, ou subtendidas. Em momentos de fragilidade, não percebemos o que pode ou não ser prejudicial a nós, e a quem está à nossa volta. Apenas nos apoiamos naquilo que, por uma fraqueza momentânea, acreditamos ser a verdade absoluta, única e cabível àquela determinada situação.

Acredito que você saiba bem discernir o que você escuta. Filtre bem tudo o que ouviu. E ninguém melhor do que você mesmo para saber distinguir o que é sincero e o que foge da verdade.

Amo você. Você merece tudo do melhor. E espero que, com tudo isso que já passou, passa e provavelmente vai passar, você se torne a cada dia, uma pessoa melhor ainda do que já é. E melhor ainda do que outras pessoas são. E saiba diferenciar a quem você pode se espelhar, e a quem você deve sentir aversão. Confio em você, e acredito que fará isso. E acredito que não irá me decepcionar..."

sexta-feira, setembro 24, 2010

Em paz...

Ela teve um pressentimento ruim. Mais forte do que o normal.

E como das outras vezes em que teve esse pressentimento mais forte do que o normal, acabou acontecendo alguma coisa. Como sempre. E ela acabava por se sentir mal, pois não gostava de sentir essa sensação estranha e incômoda.
Ela só gostaria de ser normal, não sentir nada e ser pega de surpresa. E não, ela não foi pega de surpresa. Todos a sua volta sim, mas ela não. Desta vez ela acertou em cheio, e depois de ter acontecido, é como se ela tivesse tirado um peso dos ombros. E ela se sentia mal, por ser uma coisa que ela tinha vontade de contar, mas ao mesmo tempo não queria dividir com ninguém. Ela sentia esse tipo de coisa e não sabia como lidar com isso, não queria contar nada, por mais que quisesse dar um aviso prévio, e até já chegou a errar, o que a fazia se sentir angustiada, quando errava, e quando acertava.

E apesar da angústia, ela se sentia bem quando errava. Ela tinha a sensação de que estava poupando sofrimento... Mas quando acertava... Doía demais. Horrível, mas o fato de realmente ter acontecido como previa, a deixou aliviada, mais leve. Apesar de que, às vezes, ela pensa consigo mesma, que gostaria de ter errado.

Enfim, a cada dia, mais medo ela sente dela mesma.
Ela só queria não sofrer com essas dúvidas e toda essa contradição.
Ela só queria não sentir nada.

Ficar em paz.

terça-feira, setembro 21, 2010

Com (muito) gosto.

Ela ficou meio assustada, mas o namorado dela declarou que caso o visse, ou encontrasse com ele, sairia porrada. Bateria, arrebentaria ele.


E com (muito, muito) gosto.

Só cinco minutos.

Ela não conseguia acreditar nela mesma, sempre que dava a desculpa de estar sem tempo livre para vê-lo.

E também não acreditava muito nele, quando ele dizia que estava sem tempo livre para vê-la.

Afinal, se houvesse mesmo a vontade sincera de se saber como o outro está, haveria tempo. Nem que fossem míseros cinco minutos, ainda que fosse depois das onze da noite, ainda que fosse durante a madrugada, sempre haveria tempo.

Machuca um pouco, mas... Isso já nem importa tanto assim. Ela está bem. Com muito tempo disponível, mas está um pouco melhor. Mesmo porquê, além de disponível, ela só quer um tempo para tentar cicatrizar as feridas, que hora ou outra, acabam abrindo...

segunda-feira, setembro 20, 2010

Amor conjugado

Engraçado como as coisas são.
Depois de um período turbulento e cheio de desavenças, tudo está calmo. Sereno.
E ela vai redescobrindo como é ter alguém junto à ela.
Vai redescobrindo o que é amar...
Verbo este, que tempos atrás, talvez nem tivesse mais significado, e nem fosse mais conjugado. Talvez nem fosse mais tão importante assim. Enfim, estava adormecido, em algum canto escuro do coração dela...

Ela tenta esquecer o passado. Aquele, distante. Quer parar de cutucar os próprios machucados e deixá-los cicatrizando. Gostaria que fosse assim, tão simples, mas... Ainda dói um pouco.

Eis que em uma noite de amor, ela relembra como se conjuga o verbo amar. E ele mostra a ela que ainda existe um pouco daquela coisa, sem nexo, que ninguém sabe bem o que é, simplesmente sente, vive, e ainda que não tenha sentido nenhum, todo mundo entende.
Ela volta a sentir aquilo de uma forma arrebatadora, que a aquece por dentro e a faz esquecer do mundo. E então ela se sente unica, amada, e querida. Uma simples frase, deitados na cama, durante o ato de amor, a faz sonhar. E sentir novamente, talvez mais forte, aquilo que ela talvez estivesse esquecendo o que era, e como era.



E então, assim ela voltou a conjugar o verbo amar...

quarta-feira, setembro 08, 2010

Tempos de calmaria... Ou não?

Ela acreditava que tudo poderia estar voltando à normalidade. Ela não sabia ao certo, apenas tinha essa sensação. Sentindo a ardência do seu joelho ralado depois de uma queda, ela pensava que talvez as coisas estivessem mais calmas e tudo estivesse ficando novamente bem. Será?
Será que alguém está pregando uma peça? Será que alguém quer brincar com ela?
Será que tudo isso que anda acontecendo de bom é só ilusão?

Ela só desejava que o encanto não se acabasse... E tudo continuasse a ser tão bom quanto havia sendo... Ou até mesmo melhor.

Mas como nada era perfeito, ainda faltava alguma coisa. Mas ela já nem sabe mais. Ou finge que não sabe. Ela só sentia falta...

segunda-feira, setembro 06, 2010

Sonho vago...

Projetos, projetos.
Ela criava, ela pensava, ela queria fazer acontecer.
Planejava, sonhava, desejava.
Depois de meses, ela sonhava de novo, e tinha algum objetivo. Vago, ainda. Mas não deixava de ser um pequeno objetivo.

E botava fé, que conseguiria.




Será?

quarta-feira, setembro 01, 2010

De alma e coração...

Pela primeira vez em meses, ela sentia vontade de fazer alguma coisa. Ainda que não fosse por ela mesma, mas sim por alguém próximo à ela.
Algo que a fizesse se sentir bem e ocupasse a sua cabeça, fazendo com que ela se esquecesse, por um momento, dos pensamentos negativos que a tanto tempo ela carregava consigo mesma.
Como se sentia bem. Era estranha essa sensação, talvez ela realmente tivesse bondade demais ou então, ela simplesmente era a pessoa mais babaca do mundo. Mas ainda assim, ainda que fosse a pessoa mais ingênua e mais inocente do mundo, ela se sentia bem em fazer o que fazia.
Porque o fazia de coração. De alma e coração.
E não era pouco. Era muito. Ela se sentia como um apoio. E isso fazia bem à ela. Ela conseguiu novamente, trazer de volta todo o encanto perdido, e com tal encanto, trouxe novamente a vontade de fazer alguma coisa que a fizesse se sentir bem.

E ela escrevia, escrevia...