segunda-feira, setembro 20, 2010

Amor conjugado

Engraçado como as coisas são.
Depois de um período turbulento e cheio de desavenças, tudo está calmo. Sereno.
E ela vai redescobrindo como é ter alguém junto à ela.
Vai redescobrindo o que é amar...
Verbo este, que tempos atrás, talvez nem tivesse mais significado, e nem fosse mais conjugado. Talvez nem fosse mais tão importante assim. Enfim, estava adormecido, em algum canto escuro do coração dela...

Ela tenta esquecer o passado. Aquele, distante. Quer parar de cutucar os próprios machucados e deixá-los cicatrizando. Gostaria que fosse assim, tão simples, mas... Ainda dói um pouco.

Eis que em uma noite de amor, ela relembra como se conjuga o verbo amar. E ele mostra a ela que ainda existe um pouco daquela coisa, sem nexo, que ninguém sabe bem o que é, simplesmente sente, vive, e ainda que não tenha sentido nenhum, todo mundo entende.
Ela volta a sentir aquilo de uma forma arrebatadora, que a aquece por dentro e a faz esquecer do mundo. E então ela se sente unica, amada, e querida. Uma simples frase, deitados na cama, durante o ato de amor, a faz sonhar. E sentir novamente, talvez mais forte, aquilo que ela talvez estivesse esquecendo o que era, e como era.



E então, assim ela voltou a conjugar o verbo amar...

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