Ela pensou. Ela escreveu. Como um desabafo, palavras que ela simplesmente não conseguiu organizar na lingua falada, e resolveu jogar no papel...
"Perdoe. De coração mesmo. Mas ainda assim, sempre fique com um pé atrás, se já não há mais confiança. Não acredite somente naquilo que seus olhos vêem. Acredite também, naquilo que seu coração diz.
Você NUNCA vai saber se alguém está sendo realmente sincero, a não ser que você veja as atitudes de tal pessoa. Hoje, o “te amo” é tão normal, que nunca se sabe se alguém o ama de verdade. A não ser pelas suas atitudes.
Pense bem em tudo que você ouve. Vê. E não se deixe abalar por apelos que você desconfie não serem de todo, sinceros. Muito menos por chantagens camufladas, ou subtendidas. Em momentos de fragilidade, não percebemos o que pode ou não ser prejudicial a nós, e a quem está à nossa volta. Apenas nos apoiamos naquilo que, por uma fraqueza momentânea, acreditamos ser a verdade absoluta, única e cabível àquela determinada situação.
Acredito que você saiba bem discernir o que você escuta. Filtre bem tudo o que ouviu. E ninguém melhor do que você mesmo para saber distinguir o que é sincero e o que foge da verdade.
Amo você. Você merece tudo do melhor. E espero que, com tudo isso que já passou, passa e provavelmente vai passar, você se torne a cada dia, uma pessoa melhor ainda do que já é. E melhor ainda do que outras pessoas são. E saiba diferenciar a quem você pode se espelhar, e a quem você deve sentir aversão. Confio em você, e acredito que fará isso. E acredito que não irá me decepcionar..."
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