Ela queria gritar, talvez desabafar aquilo que estivesse entalado em sua garganta, mas já não havia voz. Eram sussurros, abafados pelo barulho da bagunça, pela gritaria que havia em seus pensamentos. Não conseguia se concentrar, e mesmo ouvindo, não conseguia acompanhar a letra da música.
Ela queria correr, chutar tudo aquilo que a fazia se sentir pequena e desprezível, mas não havia matéria física para o mesmo. Havia vazio, havia espaço, um espaço ocupado pelo... Nada. Não conseguia se levantar, mesmo que tentasse, caía.
Perdida. Em meio a bagunça. Sozinha. No nada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário