Ela não entendia o por quê da implicância.
Todos os dias ela passava pelo mesmo caminho e aquele cachorro sempre rosnava, latia e ela, do outro lado da rua ficava observando. E era só com ela que isso acontecia. E ela sempre via o mesmo cachorro ser tão amável com outras pessoas... Até parecia outro.
A dona do cachorro, sua conhecida, também não entendia. Em suas raras visitas à dona do cachorro, todos percebiam o quanto o cachorro ficava alterado, sem motivo. Uma vez, chegou a mordê-la, nada grave, e ela riu da situação.
Até o dia em que ela se sentou no chão, chorando, na calçada em frente a casa de sua conhecida, mas nem havia notado que o portão da casa dela estava aberto, e nem percebeu quando o cachorro saiu para rua.
Sem entender direito, viu o cachorro parar à sua frente, a observando, sentado. Ela o chamou e ele atendeu, silencioso, sem latidos ou rosnados.
Ele se aproximou, manso e recostou a cabeça em seu colo.
E chorou junto com ela...
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