Ela já havia pensado nisso, talvez até mesmo escrito em algum lugar, mas mesmo assim, ela pensou, novamente, e escreveu, novamente, aquilo que a incomodava de algum modo e sentia vontade de desabafar:
"Sim... Sabe, cara, sei que você está sempre por aí. Só não quer que eu te veja. Não sei se cuida de mim, ou se preocupa comigo. O fato é que sempre estou pensando em você, e me perguntando se está bem. Sei que sente minha falta as vezes, assim como eu também sinto, sinto falta do ombro que você me dava e sinto falta da forma como você me entendia. Bom, talvez seja melhor você continuar achando que superei e que está tudo bem. Mas talvez, você mesmo saiba que nem tudo está bem como poderia estar... Afinal, se houvesse mesmo a vontade sincera de se saber como o outro está, haveria tempo. Nem que fossem míseros cinco minutos, ainda que fosse depois das onze da noite, ainda que fosse durante a madrugada, sempre haveria tempo..."
Olhou para tela. Tinha certeza de que já havia escrito tudo aquilo. Só queria saber se a parte que interessava à tudo aquilo já estava ciente.
Pensou e achou que talvez não estivesse, mas não sentiu raiva, nem fazia questão, só queria escrever o que estava entalado.
Olhou novamente para a tela.
Teve a sensação do Deja Vú de novo.
Fechou seu notebook e foi dormir.
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