terça-feira, julho 20, 2010

Palavras aleatórias...

Tenho tanta vontade de escrever, mas ainda nem tenho ideia do que jogar aqui. Sempre venho com a historia das palavras aleatórias, mas é assim mesmo que acabamos por escrever tudo aquilo que vem a mente, mas não sabemos como expressar através da língua falada.
O mais interessante nisso tudo é que eu sei que ninguém visita meu blog, a não ser que eu implore, mas ainda assim, como eu disse num post anterior, de qualquer forma, isso tudo vai servir com uma válvula de escape.

Pelo que eu li nos posts anteriores, senti como se uma menina estivesse escrevendo. Lembrei de tanta coisa, situações. Talvez minhas ideias e ate mesmo o jeito de escrever tenha mudado, se tornado um pouquinho mais maduro. Assim como boa parte da visão que tenho sobre tanta coisa.

Vim com o objetivo de contar sobre meu fim de semana agitado. No meio do caminho, resolvi escrever sobre qualquer coisa que renderia talvez um novo post, e acabei por escrever sobre um devaneio qualquer, sobre palavras que podem formar uma frase qualquer sem sentido, mas ainda assim, com algum significado para quem o lê.
E hoje, felizmente ou infelizmente, eu não me sinto cômica a ponto de fazer uma piada, mas talvez amanhã eu esteja tão engraçada, que posso me tornar uma pessoa irritante.

Enfim, não estou nem na minha melhor, nem na minha pior fase. Estou apenas numa fase indiferente. Nem boa, nem ruim, nem engraçada, feliz, nem depressiva. Estou inerte e apenas deixando o tempo passar, correr. Mesmo porque, não tenho mais paciência pra tentar mudar nada, e eu sei que eu deveria correr atrás de novas mudanças e desafios.
Isso pode ser lido como uma coisa deprê, mas eu já nem sei mais. Talvez eu já tenha me acostumado a esse sentimento. Talvez seja um pouco de comodismo. Um pouco de cansaço. Tudo junto e misturado.

Me sinto como um zero a esquerda, mas nesse emaranhado de sentimentos aleatórios e indefinidos, me sinto a pessoa mais essencial do mundo.

Outro dia parei para pensar e... Qual será a contribuição que eu deixarei para o mundo? Porque eu até gostaria, mas sinceramente, não me vejo construindo uma vida, uma carreira...
Dinheiro? Claro, essencial, mas... Ainda assim, fico feliz, me sinto tão bem ao ajudar as pessoas, ainda que eu não ganhe nada com isso...
O pior disso tudo, é que as vezes sinto como se através dessas "palavras aleatórias" e "devaneios", eu pudesse ajudar alguem, mostrar a minha capacidade, e mostrar o que realmente me deixa feliz, que é escrever.
Mas de que ajuda escrever? Escrever não vai alimentar meu filho, minha família. E se um dia eu pudesse, quem sabe, escrever um livro e ter algum lucro com isso, talvez perdesse toda a magia, toda a graça. Isso não seria mais algo gostoso de se fazer. Seria uma obrigação, haveriam prazos, datas, correria... E de onde eu iria tirar minha inspiração, com tanta pressão? Só gostaria mesmo é que as coisas fossem mais fáceis.

Escrever sem compromisso, ser feliz com aquilo que eu gosto de fazer, ainda que eu não me ache totalmente preparada para isso, acredito que talvez um dia eu possa juntar tudo aquilo que as pessoas ao meu redor chamam de "dom" e aplicá-las de um jeito que me faça bem, que não perca toda sua magia e que de alguma forma gere algum lucro para mim.

Palavras aleatórias jogadas, e devaneios, sonhos, sonhos, mas apesar disso, falta de perspectiva... Dizem que nós é que complicamos tudo? Mentira. Tudo sempre foi e vai ficando cada vez mais complicado. E nunca sabemos como lidar com isso...

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