E então ela teve que voltar ao mundo real.
Duro. Sólido. Asfalto. Nublado.
Um mundo real que muitas vezes machuca.
Suscetível à perdas e dores, desabores.
E ela quer que tudo acabe logo, e quer que tudo chegue ao fim.
Para que finalmente volte ao seu mundo colorido, doce, feliz.
Um mundo onde tudo é lindo.
Suscetível à sorrisos e risadas, felicidade.
Fachada.
Sorriso de fachada. Brincadeira, de fachada
Ninguém sabia o que realmente acontecia ali dentro.
Nem em um mundo. E nem no outro
E ela pensava e não encontrava justificativa:
"Que ironia da vida, não? Que ironia esses meus dois mundos e meus pensamentos...
Afinal, o mundo real, que machuca, é o único verdadeiro comigo.
Meu mundo tão perfeito é imaginário. E falso comigo."
A que mundo pertenceria então, se perguntou.
Não sabia.
Não sabia se sonhava, com as mãos nas nuvens fofinhas.
Não sabia se colocava seus pés no duro chão do asfalto.
Fechou os olhos e imaginou um outro mundo.
Um mundo perfeito.
Perfeito e equilibrado.
Onde mesmo com os pés no asfalto, alcançava as nuvens no céu.
Abriu os olhos e riu de si mesma.
A resposta estava ali. Sempre esteve. Sempre foi.
Não havia o mundo.
O mundo, já não a via.
Um comentário:
Que maravilha de texto, Mihh!!! O mundo, bonito ou feio, tá dentro da gente :o)
Beijos, minha querida. Continue assim.
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