sábado, dezembro 24, 2011

Ultimo post do ano. Gigante, um desabafo. Um “eu, por eu mesma” e “meu ano, por mim mesma”.


Talvez esse post gigante não interesse a muitos, né, afinal deu umas 6, ou 7 páginas no Word, mas me disseram que seria uma boa postar, então, por que não? Vamos lá!

Já passa das 3h da manhã, hoje é terça e na verdade não sei bem o que vim fazer aqui, há essa hora, sendo que deveria estar na cama, roncando a muito já. Na verdade não sei nem por que eu estou falando de mim mesma. É difícil escrever sobre coisas pelas quais passei, ou por coisas que eu gostaria de falar em primeira pessoa. É meio complicado até para eu mesma. Estava deitada no sofá, e começou a tocar Red Hot Chilli Pepers, uma musiquinha antiga até, e eu não faço ideia do motivo, ou da razão, mas me deu uma vontade de sentar nessa cadeira desconfortável e escrever...
Escrever sobre os vários filmes que tenho assistido, sobre as noites gostosas em que pude dormir abraçada com meu namorado, sobre minhas angústias, sobre as coisas ruins pelas quais tenho pensado e nem sei por quê. Pela esperança estranha que tenho sentido, misturada com essa desesperança toda. Já me disseram que eu sou indecisa até em relação ao que eu sinto, mas que isso é por causa do meu signo, Libra.
Mas o que aconteceu de tão louco para eu sentar e querer escrever, assim, em primeira pessoa, voltar a falar de mim, não me colocando como uma estranha, dentro de mim mesma? Não sei, simplesmente me deu vontade.
Talvez seja essa coisa toda de final de ano. Pôr na balança as coisas que passei, que deveria ter passado e pretendo passar no próximo ano. Ou então, seja simplesmente um ataque súbito de TPM. Não sei, realmente não sei.
Andei pensando e percebi que faço um balanço sobre meus anos, todos os anos.  E quando sinto que as lágrimas querem sair, lembro que passei muitas coisas gostosas, e também momentos de raiva, nervoso, mas disso, quase não me lembro. Lembro de ter chorado por besteira, lembro de ter ficado com raiva de pessoas, por besteira. E lembro o quanto eu e tantas outras pessoas são idiotas em levar tudo isso dentro de si, em detalhes, em dor. Não sou a melhor pessoa do mundo. Lembro de tanta vezes que fiz isso, fiquei com raiva e remoí dentro de mim tudo que era ruim, mas raramente lembro os motivos. Talvez uma coisa ou outra que realmente me magoou, mas já passou, o que eu poderia fazer para mudar?
E então, me lembro dos passeios de mãos dadas com meu namorado, numa São Paulo estrelada, depois de uma consulta médica. Lembro das conversas deitada na cama, com ele, sobre qualquer assunto, lembro de tantos filmes que assistimos juntos, lembro de tudo isso, e esqueço todas as coisas ruins.
E então lembro dos sorrisos da minha avó. Que ri por tanta besteira que eu falo, e que me desce a porrada, com vontade, quando eu a irrito. Lembro dos sorrisos da minha família, porque eu sou, sem dúvida, uma pessoa muito idiota e que fala coisas mais idiotas ainda só pra ver se alguém ri. É, e normalmente, eu consigo.
Lembro de ter segurado o choro muitas vezes esse ano, talvez tentando mostrar a mim mesma e as pessoas ao meu redor, que eu sou forte, e talvez eu não seja tudo isso não. Não sei, é complicado demais tentar levar o “peso do mundo nas costas”, às vezes.
Lembro de todas as coisas que prometi a mim mesma, e não cumpri. Lembro de todas as coisas que prometi a mim mesma, e cumpri. Lembro das tentativas frustradas, lembro de todas as vezes que tentei de novo e consegui. E lembro de todas as vezes que larguei alguma coisa pela metade e me arrependi. Ou não me arrependi, e ainda me senti bem em ter largado de lado, no meio do caminho.
Lembro dos tantos planos que eu havia feito ainda no ano passado, e de alguma forma, eu os faço novamente. Mais madura, talvez, com os pensamentos mais amadurecidos, e com maior discernimento do que possa ser realmente bom, ou realmente ruim.
Lembro que conheci gente nova, que eu retomei conversa com gente antiga. E acho até que consegui a proeza de uns amigos para a vida inteira. Lembrei dos tantos conselhos bons que recebi de uma menina arretada, que eu conheci esse ano mesmo, e que sei que quer meu melhor... É uma das pessoas mais sinceras e verdadeiras que eu conheci, e uma das poucas que posso agradecer por tudo de bom que tem me acrescentado até hoje, em relação à coisas que me façam pensar, e refletir... E um outro, que alem dos conselhos, e conversas, ainda cuida da saúde dos meus dentes. Apesar de às vezes achar que perdi (ou não) outro amigo de vida inteira, por puro orgulho. Tanto de minha, como também da parte dele. Por um momento achei que talvez fosse por ele ter encontrado alguém que o fizesse bem, e que de alguma forma eu já não servisse para mais nada, mas acho que estava enganada. Nos preocupamos um com o outro, talvez só não haja tempo. Ele é uma pessoa boa sim, apesar de ser um folgado, é um bom amigo e me dava bons conselhos. No Natal vou mandar uma mensagem para ele, vamos ver se ele vai responder. Não falo com ele já faz uns meses, mas sei que ele está bem, afinal, é um amigo de vida inteira, conheço o figura. Talvez ele nem tenha se lembrado do meu aniversário, ou então lembrou, e não disse nada, mas mesmo assim, sou chata e não o quero perder a amizade assim, sem resolver nada.
E então, lembro de uma pessoa especial, que se eu pudesse protegeria de tudo e traria de volta para ela, a pessoa que ela perdeu esse ano. E tentaria a fazer esquecer de tudo de ruim, de todo aperto e raiva, as lágrimas, o nervoso que essa pessoa teve que passar durante esse ano todo, e independente do motivo, eu me preocupei. E lembrei de todas as vezes que ela se preocupou comigo. E guardei somente os sorrisos, e essa coisa toda de irmã mais velha, que é superprotetora, e quer cuidar. Lembro que esse ano eu jurei para mim mesma não me afastar nunca mais desse certo alguém. E vamos até nos tatuar juntas! Vamos sim, e ter mais uma coisa para nos tornar ainda mais inseparáveis, por mais que eu ainda tenha a sensação de tê-la deixado na mão. Ela diz “relaxa, tá tudo bem”, mas para mim não está...
Eu tenho a maldita mania de querer me afastar das pessoas quando não me sinto bem. Quero ficar na minha e não descontar, nem conversar com ninguém, e isso faz com que eu acabe falhando com quem precisa. E a essa pessoa, eu só peço desculpas, eu sei que ela me entende, como ninguém mais entenderia, e ela sabe que eu sou assim, sempre fui, eu simplesmente me afasto. Desculpa, e eu te amo muito, você sabe...
Me senti diferente por esse ano todo. A morte do meu avô há dois anos atrás me fez amadurecer de uma vez, e eu comecei a ver a vida de um jeito diferente, sim. Ele me faz uma falta tremenda, mas ao mesmo tempo, acho que se ele ainda estivesse aqui, eu continuaria sendo a menininha ingênua do vovô. A morte dele me fez pensar em muita coisa, e eu vi que estava dando importância a muita coisa pela qual não deveria nem sequer ligar. Assim como ele não se importava, hoje já não me importo mais em gastar com as coisas que eu gosto, ou que irão fazer as pessoas ao meu redor felizes. Parece irresponsável falar assim, parece idiota, mas quando se tem limite, e sabe até onde se pode gastar, para mim, umas das melhores coisas do mundo é ter o prazer de estar com uma graninha no bolso e comprar uma coisinha qualquer só pra ver meu irmão sorrir, por exemplo. Se eu visse que meu irmão quer e merece uma coisa qualquer, e eu morresse, eu não me perdoaria numa “vida pós morte”, caso eu tivesse condições de gastar, mas por pura frescura, não ter feito meu irmão sorrir...
Taí, meu irmão. Ahh, como ele me faz sorrir... Daquele jeito dele, que ao mesmo tempo que me encanta, me irrita, e me faz rir tanto... Meu namorado que me perdoe, mas acho que não há homem no mundo que me faça ser mais apaixonada do que sou pelo meu irmão. Pode ser que daqui a uns anos aconteça alguma coisa e a gente brigue, sei lá, ou então algo nos faça afastar um do outro... Não sei do futuro. Mas se eu pudesse de alguma forma garantir que meu irmão e eu sejamos grudados para sempre, e que ele nunca deixe de me pedir um abraço assim que nos encontramos, mesmo eu estando nervosa ou feliz, se eu pudesse garantir que ele seja sempre esse menino gentil que me vê chorando e me traz um pedaço de papel para que eu enxugue minhas lágrimas, que me faça sentir um ciúme doentio, toda vez que alguém brinque falando que ele tem uma namoradinha na escola, aah, eu faria, com certeza, eu garantiria que nada disso mudasse, nunca...
Minha mãe também deveria ser eterna! Que mulher que me irrita, mas que mulher que me faz sorrir! Ninguém me dá conselhos como ela me dá, ou prevê o futuro como ela prevê. Não lembro de uma que ela tenha errado, ela sempre acerta. Ouvi dizer que isso é coisa de mãe. Vai saber né? Mãe é coisa de outro mundo. E ela detém de mim, o tipo de sentimento que eu não sei nem como expressar, talvez por ser tão grande, tão forte, tão tudo. Por ela sim, eu boto mão, pé, nariz, me jogo no fogo, sem nem pensar duas vezes.
Esse ano eu percebi que certas pessoas não são tão dignas de confiança, e apesar de todos os anos eu perceber isso, vindo de uma pessoa nova, diferente, todo ano eu sinto isso com uma cabeça diferente do que senti no ano anterior. O fato é, que eu já sou bem desconfiada. E quanto mais velha vou ficando, mais desconfiada eu fico, mas ainda assim, eu nunca aprendo. Talvez eu ainda acredite demais nas pessoas.
Quanto a essa esperança esquisita, é como se eu sentisse que algo vai acontecer. Algo bom, ruim, não sei. Mas algo vai acontecer e isso vai mudar minha vida. Estou com um pressentimento, não sei bem o que é. Odeio me sentir assim, e é difícil explicar.
Tenho alguns sonhos, vontades loucas de fazer certas coisas, de passar por certos momentos que eu quero que sejam memoráveis. E a cada dia que passa é como se isso estivesse cada vez mais perto de se realizar. O que é? Não digo, e apesar de sentir tudo isso, não gosto nem de pensar, porque odeio sentir essa esperança, e por mais que eu esteja, à minha maneira, correndo atrás para que tudo isso se realize, eu não quero me frustrar.
O problema de me expressar assim, escrevendo, é que quando eu vejo, eu não parei de escrever, e muitas vezes, além de não ter concluído a minha ideia, quando leio de novo, percebo que nada do que escrevi tem sentido.
 Então vamos lá, preciso ver como esse texto vai terminar.
Lembro que esse ano prestei mais atenção em relação às coisas do mundo. Voltei a prestar atenção nas coisas ruins que acontecem, e na maioria das vezes fiquei horrorizada. E percebi que tudo isso estava se tornando “normal”. Lembro de uma conversa que tive há uns dez anos com meu avô, e talvez ninguém aqui em casa saiba, ou tenha percebido a mudança que essa conversa trouxe, mas o que eu falei o fez ficar meio no ar... Eu lhe disse que não via o porquê de assistir programas policiais na televisão, afinal, de tanto assistir, acabamos nos acostumando e já não se surpreendendo com mais nada, que aquele tipo de coisa era meio exagerado e que as coisas ruins continuariam a acontecer, e chegaria uma hora que acharíamos normal, e não ligaríamos mais, não prestaríamos mais atenção e não faríamos mais nada. Desde então ele parou de assistir aqueles programas. E quando parei para pensar, eu percebi que eu mesma me afastei de todos os tipos de noticiários. Hoje, quando vejo alguma coisa eu fico meio surpresa. Esquisito, né? Sem sentido, mas... Enfim...
Lembro que fiquei de luto antes mesmo do meu avô morrer, e não comemorei meu aniversario antes de ele partir, e nem depois. Mas esse ano eu fiz diferente. Eu prometi a mim mesma que comemoraria, porque ele ficaria feliz em me ver feliz, e foi isso que eu fiz. Reuni um pessoal e sorri de verdade a noite inteira. E quando tudo acabou e eu fui para casa, eu chorei. Mas chorei de feliz, de tão feliz que eu me senti, havia sido tudo perfeito, melhor do que eu havia imaginado, e na hora em que eu apaguei as velinhas do meu bolo, eu senti meu avô comigo, feliz, por mais que estivesse com a carinha de bravo de sempre. E no Natal, vou fazer o mesmo. Vou comemorar. E vou sentir ele, aqui, feliz, e comigo.
Percebi, que apesar de já ter mencionado ele várias vezes aqui, eu já não chorei tantas vezes durante este ano. Eu mais sorri, lembrando das coisas que aprontávamos juntos, do que chorei. Tudo isso é uma forma de desabafo, então eu preciso falar tudo isso.
Durante um tempo, eu fechava meus olhos e me lembrava dele no caixão. É, falando assim mesmo, lembrava dele lá, deitado, como se estivesse acontecendo tudo de novo. Lembrava do meu desespero. Eu não queria de jeito nenhum entrar na salinha e vê-lo sem vida, e quando entrei, não consegui me controlar e o desespero estava em meus olhos. Tinha medo de só me lembrar dele no velório, ou então de quando estava doente no hospital (ele estava com câncer, e apesar de ter sido retirado, sofreu metástase, ficou um tempão internado, mas não resistiu), achei que para sempre lembraria dessas coisas ruins, mas na maioria das vezes que ele me vem em pensamento, eu lembro dele sorrindo. E isso era raro. Seria muito mais fácil lembrar de tudo isso, de toda essa coisa ruim que ele passou, que todos nós passamos. Eu me lembro, não tem como esquecer... Mas a lembrança dele sorrindo é muito mais intensa do que qualquer outra coisa. Foi aí que eu entendi, e percebi, que eu realmente sei diferenciar as coisas pelas quais devo guardar dentro de mim, que eu devo lembrar e devo esquecer. E por isso, ignoro as lembranças ruins, esqueço o motivo das brigas idiotas, esqueço o rancor, e guardo apenas a desconfiança. Porque confiança sim, é algo que só se consegue uma vez. E quando você sente que não pode confiar ou acreditar muito nas palavras de alguém, poucas vezes você está errado. E isso, meu avô já havia me ensinado em vida.
Notei que apesar de tudo, o Natal daquela menina de 13 anos atrás ainda tem a sua importância. Disse que comemoraria o Natal este ano, não disse? Pois bem. Este ano tem uma árvore nova, linda, diferente, do jeito que eu queria. Adoro as luzes de Natal, e a forma como elas me encantam. Fui a uma loja de época e por mim, levaria TUDO o que havia naquela loja, se eu pudesse. E claro, se minha avó não fosse ficar louca e ter um treco quando visse tudo. Na verdade, quando ela viu a árvore de 1,80m, com fibra ótica em seus galhos, ela já quase enfartou. E meus olhos brilham todas as vezes em que ela é ligada. Posso passar horas, feito uma louca, observando-a piscar, colorida, toda linda...
Descobri que eu realmente sou péssima jogando vídeo-game, mas que, cara, é minha paixão. Não adianta, eu posso ser muito ruim nisso, mas como eu adoro jogar. Demoro meses para terminar um jogo, pois jogo só quando tenho paciência, ao contrário de muitos, mas eu adoro jogar. Tem gente que joga pra desestressar. Se eu estiver estressada, esquece, não consigo jogar, não consigo me concentrar. E ponto. Não me julguem!
Do jeito que eu escrevo é tudo lindo, e sei lá, mas vai saber se alguém não me acha idiota de pensar que tudo é lindo assim? Não é lindo, eu sei. E eu não sou perfeita, eu sei. Não sou perfeita, e estou muito longe mesmo, de verdade, de ser. Sinto raiva, xingo, odeio várias coisas, e muitas vezes sou grossa com quem não deveria, ou então, jogo coisas no chão quando perco a cabeça. Já desejei a morte de alguém, de tão nervosa que estava, e já senti vontade de socar pessoas até explodir seus crânios. E quem já não sentiu tudo isso? De forma muito intensa, e depois que tudo passa, até nós mesmos não sabemos como sentimos tudo isso. Mas ainda assim, ignoro tudo isso e quero mais é que se... Exploda.
Essas últimas noites tem sido bem gostosinhas. Filmes, filmes, banhados a coca-cola e pão de mel. Às vezes chá, às vezes um suco... Mas sempre, na melhor companhia. Desde a semana retrasada já assisti filmes de ficção, comédia, e até um filme que me identifiquei muito... Agora parti para a leitura. Ainda com uma ótima companhia.
Sabe quando a mãe ou o pai lê uma historia para o filho poder dormir? Tenho me sentido assim nos últimos dias. Lendo em voz alta, e imaginando tudo o que se passa no livro junto com meu namorado, é como se fizéssemos uma oficina de leitura, só nossa. E tem sido uma experiência maravilhosa. Estou tentando convencê-lo de irmos ler em algum parque ou então no Lago dos Patos mesmo. Embaixo da árvore que nós sempre falamos que é nossa, e que todas às vezes em que a gente vai lá, é a sombra dela que procuramos, para sentar, conversar e raras vezes até beber um vinho barato e dar risada. É tão gostoso ler à sombra de uma árvore! As pessoas deveriam tentar...
Aliás... Quem me conhece sabe. Andando pela rua, em qualquer lugar, às vezes a inspiração vem, e eu escrevo. Mas é cada coisa que se vê por aí também, que chega a desanimar... Credo!
Por isso, acho que as pessoas, neste ano que está chegando, deveriam tentar mais. Tentar ler mais, principalmente à sombra de árvores. Tentar esquecer as mágoas ou as coisas tristes que aconteceram. Tentar relevar certas coisas sem importância, e as deixar de lado. Tentar lembrar das coisas gostosas que passaram com os avós, e quem tem oportunidade ainda, tentar passar mais coisas ainda mais gostosas com eles. Tentar sorrir mais. Tentar voltar a ser criança de vez em quando, e esquecer, só um pouquinho, da porcaria da conta que tem que pagar na semana que vem. Tentar, às vezes, parar de planejar e deixar as coisas fluírem. Tentar prestar atenção nos periquitos barulhentos de que tanto falo em meus posts, no blog. Tentar prestar atenção no Sol na hora em que nasce, na hora em que se põe. Tentar prestar atenção naquele ventinho gostoso de uma noite estrelada. Tentar esquecer do mundo e só olhar para o sorriso bobo da pessoa que você ama, quando ela sorri, daquele jeito, só para você e para mais ninguém.
Defendo a leitura e odeio televisão. Não me pergunte o porquê, eu não era assim, mas a televisão já não me agrada tanto, prefiro ler, escrever e serei eterna defensora disso (é apenas meu ponto de vista, de novo, não me condenem). Acredito que as pessoas deveriam escrever mais. Principalmente quando estão angustiadas e sozinhas e não tem ninguém para conversar. Eu, particularmente, não gosto de telefone, e odeio conversas por celular que não sejam por mensagens de texto. Aliás, acabo com meus créditos de tantas mensagens que mando. Já cheguei a gastar uns 40 reais só em mensagens, num único dia. E sou meio nomofóbica também, apesar de achar que eu não deveria ser. Ahh, e acredito que as pessoas deveriam comer mais chocolate. É sim, mais chocolate. Tem coisa mais gostosa do que comer chocolate? Brigadeiro de panela? Tá, pareço uma obesa mórbida falando, mas são coisas simples, que são gostosas e liberam hormônios loucos que nos fazem bem. Fim de papo. Faz mal, mas faz bem.
Esse é meu eu. Sou uma pessoa como qualquer outra, livre de perfeição e que não é dona de porcaria de verdade nenhuma, mas que acredita que todos deveriam tentar observar melhor os detalhes à sua volta. Ser um pouco criança, e olhar bobo para o céu azul, ensolarado, e achar lindo, um pouco bagunceiro, desorganizado de vez em quando, e esquecer por dois minutos que as coisas não vão bem, ver o pôr-do-sol e ainda assim, sorrir, um pouco organizado, afinal, nem tudo é bagunça, e existem as responsabilidades, um pouco poeta, escritor, ouvinte e leitor, pois quando não há como falar, sempre tem um pedaço de papel para escrever, ou um computador para mandar um e-mail, ou um telefone para ligar... E à nossa volta a maioria das coisas são escritas, então, por que não exercitar isso, parar, e ler um pouco? Tentar brincar com cachorros e achar que são a coisa mais perfeita do mundo, sorrir para uma pessoa que está de mau-humor e tentar ajudar a melhorar seu dia, ser um pouco tudo, mas ser um pouco nada. Ser idiota, ser palhaço, ser sério, ser feliz, e quando estiver triste, colocar tudo para fora, sem guardar nada. As pessoas deveriam tentar ser mais sinceras e verdadeiras, sorrir mais, brincar mais, pegar aquele jogo de tabuleiro, e jogar com a família, sentar todo mundo à mesa, pedir uma pizza, e comer, falando besteira, dando risada. Passar o dedo no chantilly do bolo de chocolate que sua mãe fez e sair correndo, fazer cócegas em quem a gente gosta. Quantas vezes citei a palavra “sorrir” neste texto gigante? Será que não é um pouquinho disso que falta no mundo? Sorrisos sinceros e de coração, vindos de uma brincadeira, ou uma coisa bonita qualquer? Afinal, são coisas tão simples e que rendem tantos sorrisos!
Sou eterna apaixonada pelas coisas bonitas da vida, sim. Essas coisas que muitos julgam idiota, como rolar na grama, olhar o céu, discutir com alguém o formato daquela nuvem que parece tão fofinha... Gosto sim, de crianças sorrindo, de cachorros felizes e brincando, gosto sim de andar por aí, e de sorrir para as pessoas quando elas passam por mim. Adoro o fato de olhar boba para crianças e cachorros, sorrir, e as pessoas me acharem uma completa idiota. Dane-se. Se for pra ser idiota assim para sempre, vendo esse tipo de coisa, que eu seja idiota assim para sempre. E que todos sejamos idiotas assim para sempre, pois é exatamente esse tipo de idiotice que o mundo precisa. E sempre vai precisar...
E então, fecho meu ano aqui, e assim. Pedindo ao Sr. Papai Noel que traga mais sorrisos, e uma visão mais bonita de todas as coisas gostosas da vida. Pedindo ao Sr. Ano Novo, que traga coisas ainda mais bonitas no próximo ano, e que as pessoas sorriam mais quando as virem, e as sentirem...

Beijos, e obrigada a quem teve a paciência de ler até aqui, que eu sei, tem gente que precisa de muita, muita paciência. E um ótimo Natal. E Ano Novo? Melhor ainda!
Com muito, mas muito carinho mesmo,
Mihh Morota.

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