terça-feira, fevereiro 22, 2011

Vamos, nada levamos, tudo deixamos...

É só quando acontece alguma coisa séria que vemos realmente qual é o valor da vida. Da gente. Das nossas vidas.
Ela tentava entender tudo aquilo, mas era impossível.
Se ninguém entendia, quem era ela, pra entender alguma coisa?
Ela só concordava que aqui, não valemos de nada.
Nós vamos, nem avisamos, nada levamos, tudo deixamos e ainda... Sem nem saber por quê. E nem tem aviso prévio.
Claro, uma segurança a mais para quem fica, quem precisa, quem depende de nós, quando deixamos algo material. Mas... E o que fica dentro de nós? As coisas boas, e até as ruins, aos rancorosos?
Existe alguma coisa lá do outro lado, lugar que seja possível nos livrarmos do que nos incomoda, do que não nos faz bem aqui? E se não houver? Não seria mais fácil resolver tudo aqui, enquanto há tempo, para que possamos ir embora mais leves?


Ela matutava isso, e ficava meio deprimida. Pois conhecia uma pessoa, que havia ido embora. E que talvez só tenha ido embora em paz, quando conseguiu perdoar, àqueles que não o machucaram com real intenção. Quando essa pessoa deixou de lado a obrigação de perdoar, mas perdoou com o coração.


Mesmo que seja sem querer, mesmo que não haja intenção, será que não vale a pena deixar o orgulho um pouquinho de lado e pedir desculpas?


Por que tanta gente tem que ser tão orgulhoso? Ganancioso? 
Por que tanta gente deixa de ver o pôr do sol, ou a Lua, numa noite estrelada?
Por que tanta gente esquece de ver o que realmente importa, o que realmente nos toca?
Por que tanta gente não dá aquele abraço apertado em quem gosta?
Por que tanta gente esquece o quanto é gostoso deitar na grama, soltar bolhas de sabão, chorar de rir, ou virar criança?


Ela não entendia. Era tudo tão gostoso. Por quê ninguém aproveitava?

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