Sentia-se impotente. Não entendia por que tanta injustiça.
Era injusto, não era? Doía.
Não entendia por que a vida era tão frágil, e não entendia por que tanta gente boa, de bom coração, não tinha oportunidade de gozar a vida do jeito que deveria ser aproveitada, e não entendia como tanta gente ruim pode gozar.
Como uma coisinha minúscula, que nem se sabe de onde vem, nem se sabe como vem, como uma coisa tão pequena e tão ruim, pode evoluir em tão pouco tempo, sem que ninguém perceba, e com isso levar a vida, levar o ar, levar a batida quente de um coração, que em tão pouco tempo pode se tornar gelado, sem cor?
Fazer todos a sua volta tristes, como uma coisa tão insignificante pode fazer estrago tão grande?
Não sabia como fugir, nem dispersar seus pensamentos, então, entornando aquela garrafa que a fazia esquecer de tudo (até mesmo de quem ela era), ela parou para pensar e tentava entender o que era tudo aquilo. Tentava entender por que tinha que ser assim.
E por que ficar triste? Enquanto ainda existe a vontade, por que não aproveitar a vida? Por que não realizar aqueles pequenos sonhos bobos, que tanto se quis realizar? Por que não sorrir e fazer todos a sua volta sorrir?
Ela sabia como era perder alguém, por essa coisinha, chamada câncer. Ela sabia da correria, ela sabia das lágrimas, ela sabia dos sorrisos de conquista, após cada etapa, após cada processo. Ela só não entendia o por que de tanta injustiça.
Queria poder fazer algo, queria poder ajudar. Mas como?
Forças. Que se tire de dentro da alma, do mais fundo oceano, mas que sempre haja força. Que sempre haja esperança. Como ela já sentiu um dia. Como ela sente hoje. Como ela tenta passar a quem sofre com isso. Forças.
* À todos aqueles que já passaram por isso, ou passam. Forças. E esperança. No fim das contas TUDO SEMPRE FICA BEM^^ *
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