Saiu de casa a noite, mas tudo parecia fora do normal. Havia alguma coisa diferente.
Olhava para o céu, naquele silêncio de madrugada, tudo estranhamente silencioso, parado, sem nenhum barulho, sem nenhuma voz.
Não sentia a mesma paz ao ver a Lua ao longe, brilhando por entre as nuvens.
Sentia algo que não sabia explicar.
Andava, mas nem percebia o que fazia.
Estranhamente perigoso, andar sem prestar atenção a nada, no meio da madrugada.
Estranhamente perigoso, sentir aquilo tudo, pela possibilidade de um surto.
Estranhamente estranha, aquela noite.
E ela não sabia o que era, não sabia explicar como era aquela sensação esquisita.
Por um momento, sentiu como se fosse perder tudo à sua volta. Perder sem volta.
Não sabia o que perderia, mas aquela sensação se tornou tão grande, tão intensa que já não cabia mais dentro dela.
Chegou em casa, mas não se lembra como, nem viu.
Seus dedos digitavam freneticamente no celular, palavras que nem ela mesma via sentido, tentando explicar o que se passava pela sua cabeça. E coração. E talvez, até alma...
O que era?
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