Ela não sabia o que fazer.
Queria apenas que aquela menina, que era como sua irmã, parasse de sofrer.
Ela não sabia como agir. Não sabia o que falar.
Ainda assim, buscou palavras que nem ela mesma sabe de onde tirou, para tentar consola-la.
Queria que a injustiça acabasse. Queria mudar o mundo. Queria mudar o mundo da sua "irmã".
Queria que tudo fosse lindo sempre. Mas nem sempre o seria e era por isso, e só por isso, que ela se sentia impotente. Queria tudo de bom e do melhor para sua "pequena". Ainda que sua "pequena irmã", talvez soubesse andar com as próprias pernas. Talvez até melhor do que ela mesma.
Era seu reflexo invertido, naquilo que ela se apoiava sem nem mesmo perceber. Era na sua "irmã" que ela pensava sempre.
Ela percebeu então, que são poucas as pessoas pelas quais ela realmente sentia algum afeto, assim, tão grande, e tão intenso, assim tão verdadeiro.
Se olhava no espelho, e conseguia enxergar sua "pequena aprendiz".
Se olhava no espelho, e conseguia sentir na pele, o carinho por ela.
Se olhava no espelho, e se sentia pequena, perto da sua pequena.
*Para alguém especial. Sim, para você mesmo...*
{ Nothing is true. Everything is permitted. } - AC
{ My name is Mihh. I ‘m an Libra. I enjoy sunsets, long walks
on the beach and frisky men. And I did not kill anyone. } - SN
sexta-feira, janeiro 28, 2011
quarta-feira, janeiro 19, 2011
Estranhamente estranha...
Saiu de casa a noite, mas tudo parecia fora do normal. Havia alguma coisa diferente.
Olhava para o céu, naquele silêncio de madrugada, tudo estranhamente silencioso, parado, sem nenhum barulho, sem nenhuma voz.
Não sentia a mesma paz ao ver a Lua ao longe, brilhando por entre as nuvens.
Sentia algo que não sabia explicar.
Andava, mas nem percebia o que fazia.
Estranhamente perigoso, andar sem prestar atenção a nada, no meio da madrugada.
Estranhamente perigoso, sentir aquilo tudo, pela possibilidade de um surto.
Estranhamente estranha, aquela noite.
E ela não sabia o que era, não sabia explicar como era aquela sensação esquisita.
Por um momento, sentiu como se fosse perder tudo à sua volta. Perder sem volta.
Não sabia o que perderia, mas aquela sensação se tornou tão grande, tão intensa que já não cabia mais dentro dela.
Chegou em casa, mas não se lembra como, nem viu.
Seus dedos digitavam freneticamente no celular, palavras que nem ela mesma via sentido, tentando explicar o que se passava pela sua cabeça. E coração. E talvez, até alma...
O que era?
Olhava para o céu, naquele silêncio de madrugada, tudo estranhamente silencioso, parado, sem nenhum barulho, sem nenhuma voz.
Não sentia a mesma paz ao ver a Lua ao longe, brilhando por entre as nuvens.
Sentia algo que não sabia explicar.
Andava, mas nem percebia o que fazia.
Estranhamente perigoso, andar sem prestar atenção a nada, no meio da madrugada.
Estranhamente perigoso, sentir aquilo tudo, pela possibilidade de um surto.
Estranhamente estranha, aquela noite.
E ela não sabia o que era, não sabia explicar como era aquela sensação esquisita.
Por um momento, sentiu como se fosse perder tudo à sua volta. Perder sem volta.
Não sabia o que perderia, mas aquela sensação se tornou tão grande, tão intensa que já não cabia mais dentro dela.
Chegou em casa, mas não se lembra como, nem viu.
Seus dedos digitavam freneticamente no celular, palavras que nem ela mesma via sentido, tentando explicar o que se passava pela sua cabeça. E coração. E talvez, até alma...
O que era?
segunda-feira, janeiro 17, 2011
Papel, caneta, tinta, letras, palavras...
Ela sempre queria alguma prova, alguma declaração, alguma palavra, escrita. Esquisito a forma como ela via o mundo. Não conseguia se prender à palavras ditas, se prendia mais, às palavras escritas.
Tudo ela tinha que anotar.
Tudo ela tinha que ler.
O que era falado, ela deixava perder, sem querer, mas deixava.
Não conseguia se concentrar nas coisas ditas.
Não conseguia absorver as palavras ouvidas.
Tinha que ler. Tinha que escrever. Tinha que reler. Tinha que corrigir, quando necessário e possível.
Tinha que ter palavras escritas. Papel, caneta, tinta, letras, palavras.
E ela sempre foi assim.
Estudos, namoro, músicas, tudo.
Ouvia, com atenção. Mas logo tudo aquilo se perdia. Tinha que ter palavras em mãos.
Ela sentia raiva quando percebia que já não havia mais aquela coisa gostosa de se pegar um livro, e sentar aos pés de uma árvore e ler. Hoje, é só assistir ao filme, baseado em algum livro.
Hoje, as palavras escritas, se perderam na língua falada...
"Você me pega pelas palavras.
Coisas ditas podem ser logo esquecidas.
Mas as escritas, ficam gravadas para sempre..."
Tudo ela tinha que anotar.
Tudo ela tinha que ler.
O que era falado, ela deixava perder, sem querer, mas deixava.
Não conseguia se concentrar nas coisas ditas.
Não conseguia absorver as palavras ouvidas.
Tinha que ler. Tinha que escrever. Tinha que reler. Tinha que corrigir, quando necessário e possível.
Tinha que ter palavras escritas. Papel, caneta, tinta, letras, palavras.
E ela sempre foi assim.
Estudos, namoro, músicas, tudo.
Ouvia, com atenção. Mas logo tudo aquilo se perdia. Tinha que ter palavras em mãos.
Ela sentia raiva quando percebia que já não havia mais aquela coisa gostosa de se pegar um livro, e sentar aos pés de uma árvore e ler. Hoje, é só assistir ao filme, baseado em algum livro.
Hoje, as palavras escritas, se perderam na língua falada...
"Você me pega pelas palavras.
Coisas ditas podem ser logo esquecidas.
Mas as escritas, ficam gravadas para sempre..."
quinta-feira, janeiro 13, 2011
Medo de perder tudo isso...
Um saudosismo nostálgico futurista, um medo absurdo de se perder aquilo que ainda nem aconteceu.
Sofrimento por antecipação?
Um medo de se deixar morrer aquilo que ficou marcado e surtiu um "efeito sorriso em cadeia", de coisas que já se foram, e de coisas que ainda nem vieram, de coisas gostosas que ainda virão. Ou que podem deixar de vir...
Ela tinha medo de perder tudo aquilo um dia. Tinha medo de crescer demais e esquecer o quanto é bom ver todos juntos, sorrindo, rindo, risadas ao vento, ou abafado pelo som do "shhh", vindo do cômodo ao lado...
Não queria deixar tudo isso morrer, não queria deixar todo mundo crescer e esquecer de tudo, de tudo o que se ria, de tudo que se fazia, de tudo o que ainda está por vir.
Por um momento, não queria crescer, não queria deixar ninguém ir ter sua própria vida, queria congelar o tempo, queria que todos para sempre, fossem daquele jeito.
Daquele jeito que ela mesma já foi um dia. Sem obrigação, sem responsabilidade. Sem ter motivo pra sentir saudade...
Queria ser somente ela, sentada à mesa de um restaurante qualquer, com as pessoas que mais gosta, jogando cartas, falando besteira, e comendo comida de criança...
Hoje, é somente uma reuniãozinha boba, com joguinhos bobos, comidas bobas, risadas bobas, e hoje, ela tem aquele medo futuro, de perder essa "bobeira" toda para a malícia, a coisa adulta, a responsabilidade, a falta de tempo.
Sente falta de coisas que aconteceram semana passada.
No próximo mês, ela pode nem se lembrar mais.
Mas hoje ela tem medo de perder tudo isso.
Um dia, todos vão estar numa mesa de bar, uma reuniãozinha adulta, com conversas adultas, comidas e bebidas de adultos, onde a cerveja vai tomar lugar da coca-cola, com risadas adultas, e isso, se houver tempo.
E o que hoje é bobo, um dia vai ser saudoso...
Sofrimento por antecipação?
Um medo de se deixar morrer aquilo que ficou marcado e surtiu um "efeito sorriso em cadeia", de coisas que já se foram, e de coisas que ainda nem vieram, de coisas gostosas que ainda virão. Ou que podem deixar de vir...
Ela tinha medo de perder tudo aquilo um dia. Tinha medo de crescer demais e esquecer o quanto é bom ver todos juntos, sorrindo, rindo, risadas ao vento, ou abafado pelo som do "shhh", vindo do cômodo ao lado...
Não queria deixar tudo isso morrer, não queria deixar todo mundo crescer e esquecer de tudo, de tudo o que se ria, de tudo que se fazia, de tudo o que ainda está por vir.
Por um momento, não queria crescer, não queria deixar ninguém ir ter sua própria vida, queria congelar o tempo, queria que todos para sempre, fossem daquele jeito.
Daquele jeito que ela mesma já foi um dia. Sem obrigação, sem responsabilidade. Sem ter motivo pra sentir saudade...
Queria ser somente ela, sentada à mesa de um restaurante qualquer, com as pessoas que mais gosta, jogando cartas, falando besteira, e comendo comida de criança...
Hoje, é somente uma reuniãozinha boba, com joguinhos bobos, comidas bobas, risadas bobas, e hoje, ela tem aquele medo futuro, de perder essa "bobeira" toda para a malícia, a coisa adulta, a responsabilidade, a falta de tempo.
Sente falta de coisas que aconteceram semana passada.
No próximo mês, ela pode nem se lembrar mais.
Mas hoje ela tem medo de perder tudo isso.
Um dia, todos vão estar numa mesa de bar, uma reuniãozinha adulta, com conversas adultas, comidas e bebidas de adultos, onde a cerveja vai tomar lugar da coca-cola, com risadas adultas, e isso, se houver tempo.
E o que hoje é bobo, um dia vai ser saudoso...
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