sexta-feira, julho 23, 2010

Pela 3ª Vez...

Voltei. De novo. Terceiro post. Os dias passam e eu vou me superando!


Vamos a uma coisinha que eu senti/pensei/passei:

Um senhorzinho, 94 anos, simpático, muito, muito fofo mesmo...
Eu o vejo ao longe, aquele que tanto lembra meu avô...
E resolvo cutucá-lo, só para dar um oi. Fico perdida quando ele me cumprimenta, assim, tão carinhoso, me senti como se fosse sua neta! Senti uma sensação, que a quase um ano não sinto mais... Mas ao mesmo tempo me senti mal, porque lembrei que apesar desse senhor fazer eu sentir essa coisa gostosa, eu não tenho mais quem me faça sentir isso. Lembrei também que não vou ter ninguém para dar presente no Dia dos Pais, que logo, logo vai chegar.
Depois fiquei pensando... Eu gosto tanto desse senhorzinho, ele é uma pessoa tão gentil, tão cheio de vida, tão carinhoso, e até o jeitinho de falar lembra tanto meu velho... Será que inconscientemente eu me aproximei dele por causa disso? Por ele lembrar tanto meu avô?
Porque na verdade, desde criança, sempre tive MUITO mais facilidade em conversar, sempre me dei muito melhor com pessoas mais velhas, idosos... Mas sempre tive dificuldade em conversar com pessoas da minha idade... Então eu passei a cumprimentá-lo e um dia, estava descendo a rua da casa do meu namorado e ele também estava indo para o mesmo sentido. Simplesmente parei e perguntei se ele queria companhia até a casa dele, e, naquele jeitão todo simpático, ele aceitou. Depois disso, passamos a conversar, na maior naturalidade e logo de cara, senti como se o conhecesse a muito tempo e fiquei sabendo de tanta coisa da vida dele...
Sei lá... Eu sinto uma dózinha, uma coisinha no coração quando o vejo entrando na casa dele. Um casarão, lindo, muito bem cuidado... Mas ele mora lá sozinho...
Tenho vontade às vezes de sentar e só ouvir suas histórias, ouvir suas aventuras, e eu apenas ouvindo, imaginar o quão especial tal experiência deve ter sido para ele... Assim como eu fazia com meu avô... Raramente, pois ele nunca foi de conversar muito, sempre foi um cara muito fechado. Eu era apaixonada por nossas histórias... Ficava sentada, olhando, e ele contando sobre a época em que trabalhava... Tinha a impressão de que foi a época da vida dele que ele mais curtiu... Lembro de quando ele me deu meu skate, que eu nunca andei, e ele disse que sempre quis um e que nunca pôde ter, por causa das condições da família dele, na época. Lembro da vez em que ele chorou, falando que enquanto fosse vivo, faria de tudo para que eu tivesse tudo que ele nunca pôde ter. E eu lembro de, num impulso, levantar do outro lado da mesa e abraçá-lo, e chorar também, agradecê-lo por tudo e dizer o quanto eu o amava, e que ele era como um pai para mim.
Hoje quando encontrei esse senhor, ele disse o quanto eu era bonita e o quanto desejava que eu fosse feliz. Disse que vai fazer aniversário em menos de 2 meses e que está muito velho... E apesar de não aparentar a idade que tem (ele realmente não aparenta, parece ser uns 10 anos mais novo), o jeitinho de andar, o jeitinho de falar, o rostinho cheio de rugas, deixa claro a experiência que ele carrega consigo. O que me dá mais vontade ainda de ouvir suas histórias!

E na primeira oportunidade eu tiro uma foto com esse senhorzinho tão simpático e que tanto me cativou!

Um comentário:

Anônimo disse...

Ahhh eu quero ver esse velhinhooooooooooo *-*